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sábado, 29/11/2025

Resposta de Maduro após Trump fechar o espaço-áreo da Venezuela

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O governo da Venezuela emitiu uma nota forte de repúdio classificando como uma “ameaça colonialista” a decisão de Donald Trump de declarar o espaço aéreo do país liderado por Nicolás Maduro como completamente fechado.

A declaração do presidente dos Estados Unidos, feita neste sábado (29/11), indica a possibilidade de operações aéreas norte-americanas na região latino-americana. Logo em seguida, Venezuela respondeu, afirmando que essa decisão representa uma agressão nova, excêntrica, ilegal e injustificada contra seu povo.

O pronunciamento da República Bolivariana da Venezuela rejeita veementemente a tentativa de aplicar extraterritorialmente a jurisdição dos EUA, tratando de emitir ordens e ameaças que violam a soberania do espaço aéreo nacional, a integridade territorial e a segurança aeronáutica do país.

Em uma publicação na rede social Truth, Donald Trump instruiu as companhias aéreas, pilotos e envolvidos com tráfico ilegal a considerarem o espaço aéreo à volta da Venezuela como fechado, sem dar maiores detalhes. Essa ação ocorre em paralelo a um aumento da presença militar dos EUA na América Latina e suas ameaças contra Maduro.

Na última quinta-feira (27/11), o presidente norte-americano já havia indicado que ataques terrestres na Venezuela poderiam ocorrer em breve, como parte da campanha contra o tráfico de drogas.

Maduro e outros altos representantes do regime chavista vêm sendo os principais alvos das ameaças vindas de Washington. Em julho, a administração de Trump associou o presidente venezuelano ao cartel de Los Soles, classificando o grupo como organização terrorista internacional, o que abriu espaço para ações militares na região sob o pretexto de combater o narcoterrorismo.

Desde então, foram deslocados navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, para a América Latina, onde a operação Lança do Sul foi iniciada em 13 de novembro.

O Pentágono já anunciou 22 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas nas águas do Caribe e do Pacífico. No entanto, o governo dos EUA não apresentou provas concretas dessas ligações.

Enquanto os ataques recentes ocorreram no mar, fuzileiros navais norte-americanos treinam para possíveis operações terrestres, incluindo infiltração, desembarque, combates na selva e voos com caças, conforme divulgou o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).

Maduro e seu governo veem essas ações como tentativas de interferência externa e já mobilizam a população, declarando estar preparados para resistir ao que classificam como uma ameaça imperialista.

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