Renan Filho, ministro dos Transportes, destacou o Brasil como um bom lugar para investir durante a CEO Conference 2026 em São Paulo. O encontro reuniu líderes, investidores e autoridades para discutir estratégias econômicas globais.
Renan Filho ressaltou que o país está passando por um momento importante de investimentos em infraestrutura, o que ajuda a economia a crescer, mesmo com desafios globais como déficits fiscais e riscos em outros países. Ele falou sobre a importância de regras claras, contratos justos e execução eficiente, contando com instituições democráticas fortes que atraem investimento privado.
O ministro afirmou: “Infraestrutura precisa virar contrato, obra e entrega para impulsionar a economia, gerar emprego e reduzir o custo do Brasil”.
Na área de estradas, o Ministério dos Transportes fez 22 leilões nos últimos três anos, com contratos de R$ 247 bilhões para obras em mais de 10 mil quilômetros de rodovias. Esses projetos buscam melhorar a logística, diminuir custos, aumentar a competitividade e garantir mais segurança nas vias. Em comparação ao governo anterior, que fez 6 leilões com menos de R$ 100 bilhões, o atual plano prevê 35 leilões, com 22 já feitos e R$ 400 bilhões contratados — um aumento de quatro vezes nos investimentos.
Para 2026, estão planejados 13 novos leilões de rodovias, totalizando R$ 149,1 bilhões e abrangendo 6.407 quilômetros de corredores estratégicos para escoar a produção e integrar regiões.
No setor ferroviário, o Ministério lançou em dezembro de 2025 a Política Nacional de Concessões Ferroviárias, a primeira do tipo no país. Ela traz diretrizes para planejamento, governança e sustentabilidade, além de um novo modelo de financiamento com recursos públicos e privados. Para 2026, estão previstos oito leilões e R$ 140 bilhões em investimentos, que podem movimentar até R$ 600 bilhões em rotas importantes e expansão da malha em várias regiões.
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, ressaltou que 2024 e 2025 foram os melhores anos para concessões no Brasil, com mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados em áreas como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo, gás e saneamento.
Outro avanço foi o uso de debêntures para financiamento privado. A Lei nº 14.801, criada em 2024, permite que esse recurso seja usado diretamente em projetos de infraestrutura. O volume captado aumentou 1.174%, de R$ 4,6 bilhões em 2022 para R$ 58,6 bilhões em 2025, destinados a rodovias e ferrovias. Em dezembro de 2025, foi feita a primeira emissão de debêntures em dólar, no valor de R$ 1,05 bilhão, para uma ferrovia de 86,7 quilômetros em Mato Grosso do Sul, pela Eldorado.
Renan Filho concluiu: “Em um país grande, forte na produção e comércio exterior, a infraestrutura é fundamental. O Brasil tem tudo para continuar nesse ciclo positivo”.
O evento teve a participação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União; e André Esteves, CEO do BTG Pactual, entre outros líderes.
