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sábado, 17/01/2026

Relator da PEC da Segurança Pública propõe mudanças estruturais e maior cooperação entre polícias

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Mendonça Filho, deputado e relator da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25), destacou a necessidade de alterar profundamente a proposta apresentada pelo governo federal, que ele considera superficial.

Em audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados, Mendonça Filho defendeu que as punições sejam mais severas para o crime organizado, destacando que crimes hediondos não deveriam permitir progressão de pena.

Ele também abordou temas controversos, como pena de morte e prisão perpétua, ressaltando que, na prática, a pena de morte já ocorre em comunidades controladas por organizações criminosas, e argumentando que o criminoso deve temer a força do Estado.

Para melhorar a atuação policial, o relator propôs que as polícias militares possam registrar ocorrências menos complexas, permitindo que a Polícia Civil foque em investigações de maior gravidade.

Mendonça Filho comparou operações de inteligência em áreas dominadas por facções, exemplificando com a Operação Carbono Oculto, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro e destacou que esse tipo de ação é diferente de enfrentar territórios fortemente armados, como algumas favelas no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a cooperação e a integração entre municípios, estados e governo federal são fundamentais, embora ele tenha ressalvas quanto ao termo ‘coordenação’, pois entende que pode indicar subordinação entre os entes.

Especialistas presentes à audiência também reforçaram a importância da cooperação diária, coleta de dados, articulação entre prevenção e repressão, financiamento de políticas públicas, operações integradas e equilíbrio entre integração e autonomia federativa para uma segurança pública eficaz.

Entre os posicionamentos apresentados, o deputado Alencar Santana ressaltou que a polícia deve agir com firmeza, mas dentro da legalidade. O deputado Coronel Meira destacou o desejo da sociedade por justiça e punição a criminosos.

O presidente da comissão especial, deputado Aluisio Mendes, qualificou a visão do relator como realista e explicou que a proposta deverá evoluir de uma carta de intenções para uma resposta concreta da Câmara, visando um país mais seguro e justo.

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