Após 27 anos, a reforma da Piscina com Ondas do Parque da Cidade finalmente começou, trazendo a oportunidade para moradores de Brasília e visitantes de aproveitarem novamente este lugar tão querido da capital.
O plano inclui a criação de um rio lento, piscinas para crianças com brinquedos e áreas para convivência. A ordem de serviço foi assinada pelo GDF no ano passado, e a Secretaria de Esporte e Lazer do DF ou outra entidade definida por chamamento público será responsável pela gestão da estrutura.
Carlos Spies, diretor de planejamento e projetos da Novacap, informou que a obra está avançada. “Esta é uma obra carregada de nostalgia e muito aguardada pelo povo de Brasília. A antiga área da piscina já foi demolida e os revestimentos retirados. A tubulação velha está sendo removida e a obra está progredindo bem. A próxima etapa será escavar o rio lento e montar o novo parque aquático infantil, que não existia antes e beneficiará as crianças que antes ficavam com os adultos na piscina”, explicou. Ele acrescentou que o sistema de bombeamento será modernizado, proporcionando ondas maiores que as originais criadas nos anos 1970.
O engenheiro Rogério Ramos, da empresa responsável, detalhou que o novo rio lento terá cerca de 1.700 metros, com curvas suaves, cinco casas de máquinas e piscinas de várias profundidades, incluindo áreas para bebês com 20 cm de água e para crianças pequenas com 40 cm, além de brinquedos aquáticos. “Haverá também uma área de convivência central, rodeada por paisagismo e calçadas, tornando o local acessível e acolhedor para toda a família. O projeto é bem planejado para atender a todas as pessoas”, destacou.
Lembranças especiais
Para muitos brasilienses, a reforma da primeira piscina com ondas do Centro-Oeste traz de volta recordações da infância. O servidor público Clay Ramos, 50 anos, lembra com afeto os finais de semana passados com familiares e amigos, além das colônias de férias escolares que incluíam visitas ao local. “Cresci em Brasília e esse era nosso passeio favorito. Íamos ali cheios de alegria nos fins de semana; era um momento especial para nós crianças. Agora espero poder levar meus filhos para conhecer este lugar cheio de história”, compartilhou.
O professor aposentado Everson Lopes Frossard, 62 anos, também celebrou a reforma e destacou que investir na reabertura deste espaço público demonstra cuidado com a população, oferecendo locais para lazer e não apenas trabalho. “Este espaço é mais do que um local para diversão; é parte da memória coletiva de Brasília. Mas a responsabilidade também é do povo, que precisa cuidar e preservar esse patrimônio. Vejo que as autoridades têm feito esforços para reformar os banheiros e quadras, mas com o tempo, o local é destruído pelo descuido das pessoas. Isso impede que o espaço seja usado, não por falha dos órgãos públicos, mas pela falta de cultura de preservação da população. A reforma é valiosa e nenhum clube se compara a esse lugar histórico”, afirmou.
Informações fornecidas pela Agência Brasília.