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quinta-feira, 19/02/2026

Reforço no atendimento à coqueluche na terra Yanomami

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O Ministério da Saúde enviou, em caráter de urgência na segunda-feira (16/02), uma equipe formada por médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e socorrista para Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, Roraima. Eles foram acompanhados por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), que possuem experiência no controle de surtos de doenças contagiosas.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami confirmou oito casos de coqueluche na área, com três mortes sendo investigadas, segundo informações da terça-feira (17). As equipes do DSEI já estão atuando em Surucucu, realizando busca ativa de novos casos, coletando material para exames e intensificando a vacinação em crianças das aldeias vizinhas. Cerca de 50 profissionais estão mobilizados para a prevenção e cuidado na região.

Crianças diagnosticadas foram levadas para hospitais em Boa Vista (RR), onde duas já receberam alta e retornaram às suas aldeias. Todos os suspeitos e seus contatos próximos estão recebendo tratamento e acompanhamento.

A vacinação completa das crianças no DSEI Yanomami teve um avanço importante. Em 2022, apenas 29,8% das crianças menores de um ano estavam com a vacinação em dia, índice que cresceu para 57,8% em 2025. Para crianças menores de cinco anos, o índice subiu de 52,9% para 73,5% no mesmo período. A vacinação completa significa que a criança recebeu todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para sua idade.

Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, destacou que o aumento no número de profissionais de saúde é essencial para combater a falta de atendimento. Em 2023, havia 690 trabalhadores na área; desde então, foram contratados mais 1.165, um aumento de 169%. “Mais profissionais no distrito garantem atendimento direto nas aldeias e respostas rápidas em situações como essa. Hoje, além da vacinação, podemos realizar testes e exames nos Polos Base. Por exemplo: o exame de gota espessa agora é feito diretamente no território, graças à contratação de microscopistas”, explicou.

Em setembro de 2025, o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil começou a funcionar na região, em Roraima. Com um investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, o centro amplia o atendimento a casos graves, oferece suporte em emergências e reduz a necessidade de transportar pacientes para centros urbanos. A unidade atende cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades, respeitando sua cultura e necessidades de saúde, e conta com profissionais de saúde, além de infraestrutura e logística. Sua construção contou com o apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg.

Com informações do Governo Federal

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