NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu permissão para funcionar à primeira usina de biocombustíveis do Brasil, o que permite a produção e venda contínua de gás de cozinha feito de material renovável.
De acordo com a agência, testes mostram que o uso deste combustível, chamado Bio-GL (gás liquefeito bio), pode diminuir entre 65% e 70% a emissão de dióxido de carbono comparado aos gases feitos de petróleo.
A autorização foi dada para a Refinaria de Petróleo Riograndense, situada em Rio Grande (RS), uma parceria entre a Petrobras e o grupo Ultra. É a primeira permissão permanente dada pela ANP para uma unidade que usa somente matéria renovável.
Essa unidade já está testando a produção de combustíveis que respeitam o meio ambiente, como parte do plano da Petrobras para diminuir as emissões dos seus produtos. A presidente da empresa, Magda Chambriard, anunciou recentemente um investimento de R$ 6 bilhões nessa unidade.
Segundo a ANP, a documentação técnica da empresa mostra que o Bio-GL segue todas as normas necessárias para o gás de cozinha, permitindo seu uso direto, sem necessidade de mudanças nos equipamentos ou na rede de distribuição.
Testes feitos pela Ultragaz em fogões e aquecedores domésticos mostraram que o Bio-GL é igual ao GLP tradicional, com resultados parecidos em potência, consumo, eficiência e emissões de monóxido de carbono, todos dentro dos limites legais.
Dessa maneira, a ANP considerou o Bio-GL equivalente ao gás de cozinha para regras, aplicando ao produto renovável todas as normas usadas para o gás comum e autorizando sua circulação em toda a cadeia de abastecimento.
Para a agência, essa autorização cria uma importante regra para combustíveis renováveis no país, com possíveis efeitos na redução de poluentes, diversificação da matriz energética e segurança no fornecimento.
“A produção nacional de Bio-GL está alinhada com o desenvolvimento de combustíveis renováveis no Brasil, trazendo benefícios ambientais, segurança energética e garantia de abastecimento”, disse a agência.
