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segunda-feira, 02/02/2026

Redução da jornada de trabalho para professores da educação básica a 30 horas semanais

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Em Brasília

Professora Luciene Cavalcante apresenta proposta para melhorar a educação pública no Brasil

O Projeto de Lei 3674/25 visa diminuir a jornada de trabalho dos profissionais da educação básica para até 30 horas semanais, uma mudança significativa em relação à atual carga de 40 horas por semana prevista pela Lei do Piso Salarial do magistério público.

Essa iniciativa, que está em análise na Câmara dos Deputados, pretende garantir que a redução da carga horária ocorra sem prejuízo nos salários ou demais direitos assegurados por lei.

A nova jornada influenciará professores e profissionais que atuam na área geral da educação, incluindo funções administrativas, de planejamento, inspeção e coordenação pedagógica.

A proposta abrange todas as fases da educação básica e se aplica até mesmo a contratos temporários e terceirizados.

Valorização e saúde dos professores

Professora Luciene destaca que a sobrecarga atual é uma das causas principais dos problemas de saúde física e mental enfrentados pelos professores, especialmente os relacionados ao estresse e esgotamento.

O objetivo é reconhecer e valorizar o trabalho docente, atraindo mais profissionais para a carreira e elevando a qualidade do ensino público em todo o país.

Desafios na carreira docente

O texto revela uma crise na formação de professores, com taxas alarmantes de abandono nos cursos de licenciatura, chegando a 58% em alguns casos.

Essa tendência pode gerar um déficit estimado em 235 mil educadores até o ano de 2040.

A proposta também menciona que os professores brasileiros recebem, em média, salários 40% inferiores aos de outros profissionais com formação superior, segundo relatório da Unesco.

É ressaltada ainda a importância de respeitar o tempo dedicado às atividades fora da sala de aula, como planejamento e correção de trabalhos, para garantir a sustentabilidade da educação.

Processo para aprovação

O projeto segue para análise nas comissões de Educação; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania.

Para se tornar lei, deverá ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

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