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segunda-feira, 23/03/2026




Recurso da União para os Correios pode ser só em 2027, diz ministra

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PELOTAS, RS (FOLHAPRESS)

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, informou nesta terça-feira (17) que o governo provavelmente não fará um aporte financeiro aos Correios neste ano. A estatal está passando por um processo de reestruturação devido a problemas financeiros.

Esse aporte da União foi previsto em um contrato entre a empresa e os bancos que concederam um empréstimo no ano passado.

Esther Dweck explicou que o contrato permite que esse apoio financeiro ocorra em 2026 ou até 2027, e que isso está sendo analisado. Assim, o dinheiro pode não ser fornecido este ano, mas sim até 2027.

A ministra também mencionou que os Correios estão considerando solicitar um novo empréstimo, que deverá ser menor que os R$ 8 bilhões inicialmente planejados, de acordo com reportagens recentes.

Ela ressaltou que o apoio da União continua sendo uma opção importante para aliviar a situação financeira da empresa e deve continuar fazendo parte da solução.

Antes mesmo das declarações de Esther Dweck, a possibilidade do aporte ficar para 2027 já era considerada pelos Correios. Embora preferissem que a injeção de recursos ocorresse ainda este ano, o governo está adiando para 2027 devido à limitação do orçamento em ano eleitoral.

Fontes ligadas à estatal indicaram que o novo empréstimo solicitado deve estar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, com garantia da União para cobrir possíveis inadimplências.

No final de 2025, um grupo com os cinco maiores bancos do país – Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander – liberou um crédito inicial de R$ 12 bilhões para os Correios. No entanto, há dúvidas sobre o interesse desses bancos em financiar uma segunda rodada.

Esther Dweck afirmou que o processo de reestruturação está sendo rigorosamente seguido e tem gerado resultados melhores do que o esperado. Alguns custos previstos não se concretizaram e houve melhora no fluxo de caixa para os próximos meses, graças a medidas não incluídas no planejamento inicial.

A negociação de dívidas com fornecedores foi uma surpresa positiva, já que credores que ofereceram descontos completos nos juros e multas foram priorizados para receber pagamentos.

Com isso, 97% das dívidas foram resolvidas, resultando numa economia de R$ 260 milhões em relação ao previsto.

Os Correios também conseguiram parcelar cerca de R$ 700 milhões em processos judiciais, com um período de carência de três meses e nove meses para pagamentos, aliviando o caixa da empresa.

Essas ações foram importantes para diminuir a necessidade de empréstimos. A recuperação das receitas ainda está em andamento, mas espera-se melhora nos próximos 12 meses com a retomada de rotas importantes.

Por outro lado, técnicos do governo comentaram que, em conversas recentes, os bancos demonstraram pouca disposição em liberar o valor total de R$ 8 bilhões solicitados anteriormente. Por isso, o valor do novo empréstimo será ajustado para atender ao interesse do mercado.




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