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Recuperação na criação de empregos nos EUA fica abaixo do esperado em janeiro

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O Departamento de Trabalho dos EUA disse nesta sexta-feira que foram criadas 49 mil vagas de trabalho no mês passado

EUA: a taxa de desemprego ficou em 6,3% em janeiro (Gabby Jones/Bloomberg/Getty Images).

A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em janeiro, enquanto as perdas de vagas de trabalho no mês anterior foram mais profundas do que se pensava inicialmente, fortalecendo o argumento a favor de alívio adicional por parte do governo para ajudar na retomada diante da pandemia de covid-19.

O Departamento de Trabalho dos EUA disse nesta sexta-feira que foram criadas 49 mil vagas de trabalho no mês passado. Os dados de dezembro foram revisados para mostrar 227 mil postos de trabalho perdidos, em vez dos 140 mil relatados anteriormente.

O resultado de dezembro marcou a primeira vez em oito meses que houve fechamento de vagas e ocorreu em meio a novas restrições a estabelecimentos como restaurantes e bares para retardar o ressurgimento das infecções por coronavírus.

A taxa de desemprego ficou em 6,3% em janeiro. A taxa tem sido subestimada devido a pessoas que se classificam erroneamente como “empregadas, mas ausentes do trabalho”.

Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 50 mil empregos em janeiro.

O relatório de emprego, observado de perto, ressaltou a necessidade de ajuda adicional por parte governo, com milhões de pessoas enfrentando longos períodos de desemprego e outras tendo perdido seus trabalhos permanentemente e desistindo de procurar outra oportunidade.

O mercado está com mais de 9 milhões de vagas a menos do que em seu pico em fevereiro de 2020. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) estimou que o mercado de trabalho não retornará a seu nível pré-pandemia antes de 2024.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está pressionando o Congresso dos EUA para que aprove um plano de recuperação de 1,9 trilhão de dólares, que encontrou resistência de parlamentares republicanos, agora preocupados com o aumento da dívida nacional.

O Senado norte-americano trabalhou até tarde da noite na quinta-feira, com os colegas democratas de Biden visando driblar a oposição republicana ao plano de alívio da covid-19.

 

 

 

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Resultado do setor de serviços pode ser elemento surpresa no PIB de 2020; entenda

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Números consolidados do PIB do ano passado serão divulgados nesta quarta (3); alta no 4º tri deixa boa base para crescimento em 2021, mas pandemia preocupa

(Cris Faga/Getty Images)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga nesta quarta-feira (3), o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2020. Após quase um ano inteiro de pandemia, restrições de circulação e aumento do desemprego, a expectativa do mercado é de retração de pelo menos 4%. Divulgado na metade de fevereiro, o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, fechou em 4,05%, reforça essas projeções.

“Chegamos a acreditar numa contração acima de 6%, mas o resultado final deve ser entre 4,15% e 4,20%, muito por conta do setor de serviços. É dele, inclusive, que podemos ter alguma surpresa, positiva ou negativa, porque é um setor que não tem pesquisas específicas para ele”, explica o economista Arthur Mota, da Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da Exame. Segundo ele, há chances dessa queda vir um pouco maior que o projetado, uma vez que, mesmo antes da pandemia, os resultados já vinham decepcionando.

“Pelo menos nas últimas cinco divulgações, o mercado foi surpreendido negativamente por ter projetado altas maiores do que de fato ocorreram”, conta o economista, que espera uma alta de 2,8% no PIB do 4º trimestre de 2020, o que seria uma boa base de crescimento para o primeiro trimestre.

O atual cenário da pandemia no Brasil, com um ritmo de vacinação lento e recordes de mortes a cada dia, pode frustrar as expectativas mais uma vez. “Pelo que já temos no mapa, como índice de confiança, as novas medidas de isolamento e a nova rodada do auxílio, o PIB deste 1º trimestre tende a ser muito fraco, com a pandemia sendo o principal efeito negativo no radar”, disse.

Apesar da queda significativa, o resultado do PIB brasileiro ainda ficou distante do rombo registrado em outras economias do continente, como México e Argentina, cujo PIB ficou negativo na casa dos dois dígitos.

Segundo os pesquisadores do recém-lançado Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), a diferença expressiva entre os resultados do Brasil e dos seus pares latino-americanos se deve, principalmente, aos R$300 bilhões de reais que o governo federal gastou com o auxílio emergencial.

Em um cenário sem o benefício, diz o estudo, a queda do PIB brasileiro em 2020 seria de pelo menos 8,4% — 4 pontos percentuais a mais do que o esperado pelo mercado. No pior cenário sem o auxílio, a queda poderia chegar a 14,8%.

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PIB brasileiro encolhe 4,1% em 2020, o pior resultado da série histórica

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4º trimestre teve alta de 3,2%, acima do esperado pelo mercado, mas não o suficiente para compensar as perdas do ano marcado pela pandemia; serviços e indústria forçam queda

(Cesar Okada/Getty Images)

A economia brasileira encolheu 4,1% em 2020, pior desempenho já registrado desde 1996, quando o IBGE começou a série histórica. Pressionado principalmente pela queda na atividade das indústria (-35%) e dos serviços (-4,5%), o resultado do PIB interrompe uma série de pequenas altas que vinham sendo registradas desde 2017. Somento o setor da Agropecuária registrou alta, de 2%. Em valores correntes, o PIB do ano passado totalizou R$ 7,4 trilhões.

Desde 2017, o PIB brasileiro registrava altas tímidas, sempre próximo de 1%, mostrando um ritmo de recuperação da crise de 2015/16 aquém do esperado e ainda muito abaixo dos patamares de 2014. Com a pandemia, o cenário que já não era favorável se deteriorou ainda mais.

Com a alta do desemprego e o distanciamento social, o consumo das famílias recuou 5,5% em relação a 2019. As despesas do governo também caíram 4,7%. O PIB per capita (por habitante) teve queda de 4,8% em termos reais, também a menor taxa da série histórica, alcançando R$ 35,172 em 2020. E a taxa de investimentos cresceu 1 p.p. em relação a 2019, chegando a 16,4% do PIB.

Após quedas trimestrais significativas durante a pandemia, o 4º trimestre registrou uma alta de 3,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior, puxado também pela indústria e pelos serviços, que cresceram 1,9% e 2,7%, respectivamente.

“Essa alta do 4º trimestre do ano passado, quase meio ponto percentual acima do esperado pelo mercado, deixa um legado forte para o 1º trimestre de 2021, o que facilitaria o crescimento.”

 

Apesar da queda significativa, o resultado do PIB brasileiro ainda ficou distante do rombo registrado em outras economias do continente, como México e Argentina, cujo PIB ficou negativo na casa dos dois dígitos.

Segundo os pesquisadores do recém-lançado Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), a diferença expressiva entre os resultados do Brasil e dos seus pares latino-americanos se deve, principalmente, aos R$300 bilhões de reais que o governo federal gastou com o auxílio emergencial.

Em um cenário sem o benefício, diz o estudo, a queda do PIB brasileiro em 2020 seria de pelo menos 8,4% — 4 pontos percentuais a mais do que o esperado pelo mercado. No pior cenário sem o auxílio, a queda poderia chegar a 14,8%.

(Matéria em atualização)

 

 

 

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CVM discute mudança que pode beneficiar acionistas minoritários

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Empresas de capital aberto podem ser obrigadas a comunicar disputas societárias. Processos hoje correm em sigilo, ainda que tenham grande impacto sobre preço das ações

Martelo de juiz representando a Justiça e o Direito (Oxford/Getty Images)

As regras que regem o mercado financeiro obrigam as empresas de capital aberto a comunicar seus acionistas toda vez que um evento importante ocorre. Qualquer mudança que possa mexer com o preço das ações dessas empresas deve ser informada ao mercado, para que até os acionistas minoritários possam ter clareza sobre o futuro da empresa.

Algumas situações, no entanto, fogem das normas de obrigatoriedade. Conflitos entre os sócios tratados na arbitragem não precisam ser comunicados ao mercado, o que costuma deixar os investidores da bolsa no escuro. Disputas entre os principais controladores, por exemplo, acontecem de forma confidencial, mas podem ter impactos bastante significativos sobre os papeis da empresa.

A Comissão de Valores Monetários (CVM) discute se questões de arbitragem que envolvem empresas de capital aberto devem ser comunicadas a todos os investidores. A mudança foi provocada por um relatório produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o mercado de capitais brasileiro.

A alteração em debate é sobre a Instrução CVM 480, de 2009, que trata da comunicação de empresas listadas em bolsa com o mercado. A autarquia ouvirá advogados e participantes do setor financeiro até abril, quando decidirá o que acolher para mudar ou não a regra.

“Se aprovada, a alteração proposta pela CVM determinará que as empresas comuniquem a abertura de eventuais demandas societárias, quais os fatos contestados, o valor da causa e como andam as decisões judiciais sobre o processo”, explica Ivo Bari, sócio do escritório BVZ Advogados.

Existem três tipos principais de demandas societárias. A primeira é a chamada invalidade de deliberação de acionistas, que ocorre quando um acionista minoritário tenta impugnar alguma nomeação feita por um controlador por entender, por exemplo, que houve conflito de interesse na decisão.

A segunda é o questionamento da responsabilidade do administrador da empresa, caso haja alguma violação de deveres fiduciários, de diligência ou de lealdalde. Por fim, há ainda o questionamento da responsabilidade do controlador, que ocorre quando os acionistas minoritários entram com uma ação contra o acionista principal, em razão de alguma decisão controversa.

São situações bastante comuns no mercado de capitais brasileiro. A questão é que esses debates judiciais acontecem em sigilo completo, o que deixa somente os participantes das ações cientes do que está acontecendo.

“Muitos riscos reputacionais acabam ficando acobertados pelo sigilo da arbitragem, e ninguém fica sabendo. Além de ajudar os investidores a tomarem melhores decisões de compra e venda de ativos, a mudança pode ajudar na coordenação dos investidores minoritários”, explica Bari, do BVZ Advogados.

Ele diz que muitas ações são iniciadas por um único investidor minoritário, que geralmente tem capacidade financeira limitada para brigar com sócios majoritários. Se a mudança na Instrução 480 for aprovada, podemos ver mais arbitragens com multi-autores.

Casos famosos de arbitragem no mercado de capitais

A recente indicação do general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras pode ser base para ações judiciais de investidores minoritários contra a empresa. A decisão tomada pelo governo federal, que é o acionista controlador da empresa, fez com que as ações da petroleira despencassem na bolsa de valores brasileira e nos Estados Unidos.

Embora não haja nenhuma disputa publicamente conhecida sobre o assunto, existem outras situações de empresas que passaram por grandes brigas entre sócios. Um dos exemplos mais famosos foi a ação de um acionista minoritário da Braskem contra os controladores da empresa, o grupo Odebrecht, em razão do envolvimento da petroquímica em episódios de corrupção.

O processo está correndo em arbitragem e, por ser sigiloso, não é possível saber o possível impacto financeiro e reputacional sobre a Braskem.

 

 

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Dólar vai a R$ 5,70 e Ibovespa perde os 110 mil pontos com aumento de impostos

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Governo confirma aumento de Contribuição Social sobre Lucro Líquido de instituições financeiras; bancos caem mais de 2%

Bolsa: Ibovespa (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa futuro recua nesta terça-feira, 2, com a repercussão negativa sobre o aumento de impostos sobre bancos para compensar a isenção do PIS/Cofins do diesel e gás de cozinha. Com a queda de hoje, o índice perde os 110.000 pontos e chega ao menor nível de pontuação desde novembro.

A confirmação sobre a medida veio na última noite, quando  a Secretaria-Geral da Presidência informou que o governo editou uma medida provisória e um decreto que aumentam de 20% para 25% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de instituições financeiras.

Mas na bolsa, as perdas tiveram início ainda na tarde de ontem, quando o Ibovespa reduziu o movimento de alta, após o jornal O Globo noticiar as intenções do governo. Grandes bancos, como o Itaú (ITUB4), chegaram a cair 3%.

A isenção de impostos sobre o diesel e gás de cozinha foi uma das maneiras de o governo tentar melhorar a relação com caminhoneiros, que ameaçavam uma nova greve, sem interferir diretamente na política de preços da Petrobras, que anunciou novo reajuste na véspera.

Com as novas mudanças tributárias, o mercado tem o pior desempenho entre as bolsas ocidentais, onde investidores buscam alguma recuperação após as perdas da semana passada, geradas pelo aumento dos rendimentos dos títulos americanos.

Após o mercado europeu virar para o positivo no início da manhã, somente os índices futuros americanos seguem em baixa, após o S&P 500 bater a maior alta desde junho. Entre as principais bolsas do mundo, somente as da Ásia tiveram pior desempenho, com alertas da China sobre “bolhas” no mercado internacional.

A pior moeda do mundo

Além da bolsa, a moeda brasileira também figura entre as piores do mundo nesta terça. Embora suba contra algumas divisas emergentes, a alta do dólar é ainda maior no Brasil, chegando a superar 1,5% nesta manhã, tocando os 5,70 reais. Em quatro pregões, a valorização acumulada do dólar já se aproxima dos 5%.

“As medidas paliativas para criar os fundos necessários para financiar o corte de impostos dos derivados de Petróleo foi extremamente mal recebidas pelo mercado. Aumentar impostos num setor oligopolizado – como é o setor bancário – para dar descontos num outro setor oligopolizado – como é o caso do petróleo óleo e gás – não é uma solução agregada correta”, afirma em nota André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Segundo o economista, a medida do governo tampouco deve servir para manter o preço do combustível, pelo contrário, deve aumentar ainda mais. “Se o objetivo é segurar ou atenuar o preço dos combustíveis e se estes estão em dólar, logo medidas deste tipo (intervenção ou tributação fora de um contexto mais amplo) fazem os derivados subirem por conta da elevação deste mesmo dólar.”

Destaques

Com o pessimismo generalizado, todas as ações do Ibovespa se desvalorizam nesta manhã.

Puxando a queda do Ibovespa estão as ações dos grandes bancos e da Petrobras (PETR3/PETR4). Após já ter caído 3% na última sessão, os papéis do Itaú recuam mais 2,1%. Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC3/BBDC4) caem mais de 2%, enquanto o Santander (SANB11) mais de 3%. Já os papéis da petrolífera caem cerca de 4%, após tocarem a mínima de pouco mais e 5% de baixa.

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Lucro mensal com mineração de bitcoin e ether cresce e passa de R$ 15 bilhões

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Receita dos mineradores da rede Ethereum lucram mais de 1 bilhão de dólares pela primeira vez; total de fevereiro foi de US$ 1,36 bilhão na rede Bitcoin e US$ 1,37 na rede Ethereum

(Bloomberg/Getty Images)

A receita de mineração das redes Bitcoin e Ethereum atingiram valores recordes em fevereiro, segundo dados do The Block Crypto Data. Foram 1,36 bilhão de dólares lucro para o mineradores de bitcoin e 1,37 bilhão de dólares para o mineradores de ether.

Foi a primeira vez na história que os mineradores de ether ganharam mais de 1 bilhão de dólares em um único mês. O total, de 1,37 bilhão, foi 65,1% maior do que o valor registrado em janeiro. Do valor, quase 645 milhões vieram das recompensas pagas pela própria rede aos validadores das transações.

O restante, cerca de 723 milhões, ou 53% do total, vieram das taxas de transferência, que é um dos maiores alvos de crítica ao Ethereum, devido ao seu aumento de preço quando a rede está sobrecarregada. Com o crescimento das aplicações de finanças descentralizadas nos últimos meses, o número de transações na rede Ethereum aumentou muito, levanda as taxas a um número recorde.

Para resolver a questão, o Ethereum tenta mudar seu sistema de mineração, atualmente baseado no modelo de prova de trabalho, através da Proposta de Melhoria do Ethereum, chamada EIP-1559. No entanto, ainda não existe consenso dos mineradores sobre o assunto — maior mineradora da rede, a Sparkpool é contrária à proposta; já a F2Pool, terceira maior mineradora da rede, se mostra favorável.

Em relação ao bitcoin, apenas 13,7% dos 1,37 bilhão recebido pelos mineradores em fevereiro vieram de taxas. O restante, cerca de 1,18 bilhão, vieram das recompensas pagas aos validadores, como mostra o gráfico abaixo. O aumento em relação a janeiro foi de 21,4%, motivado, principalmente, pelos novos recordes de preço da criptomoeda, que chegou passou de 58 mil dólares.

Os mineradores de bitcoin têm sofrido desde dezembro com a falta de reposição de equipamentos de informática para minerar a criptomoeda, com muitos deles passando a investir em equipamentos portáteis para realizar a função, elevando o preço dos mesmos e provocando polêmica com gamers.

 

 

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Economia

Guedes diz que há ideia de criar fundo com ativos da Petrobras para “mais pobres”

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“Ou paga dividendos para mais pobres, ou vende. Não pode Petrobras ficar dando prejuízo”, afirmou o ministro da Economia

(Marcos Corrêa/PR/Divulgação)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo quer criar um fundo com ativos da Petrobras para pagar dividendos “principalmente a pessoas mais frágeis”. Depois de o presidente Jair Bolsonaro questionar se o “Petróleo é nosso ou é de um pequeno grupo no Brasil?”, Guedes defendeu o pagamento de dividendos para o “povo brasileiro”.

“É o seguinte, ou paga dividendos para mais pobres, ou vende. Não pode Petrobras ficar dando prejuízo”, afirmou. “Tem uma turma que começa com ‘o petróleo é nosso’, então pega os mais pobres e vamos dar um pedaço para eles. Temos ideia de fazer algo parecido um pouco à frente, criar um fundo e colocar ativos lá, principalmente para mais frágeis. Vamos fazer um programa de transferência na veia, pega os 20%, 30% mais pobres e dá a sua parte da Petrobras”.

As declarações foram gravadas por Guedes na última sexta-feira (26) para um podcast com o youtuber Thiago Nigro, do canal Primo Rico, que foi ao ar no início da manhã desta terça-feira. No programa, Guedes disse que as privatizações estão muito atrasadas, assim como a proposta de reforma tributária do governo. “A abertura comercial travou com a covid, mas vamos abrir de novo”, garantiu.

‘Doença de fúria e raiva’

No podcast, Paulo Guedes disse, ainda que há políticos que acham que “vão subir em cadáver” para vencer a eleição. “Vão perder”, afirmou. No programa, o ministro afirmou que o Brasil está desenvolvendo uma “doença psicológica” com o excesso de fúria e brigas, o que tem atrapalhado o governo.

“Não é só a doença física do coronavírus, tem uma doença mental, psicológica se desenvolvendo no Brasil, de fúria e de raiva. E não adianta dizer que é só um lado, para brigar tem que ter dois lados. Isso é muito ruim, isso atrapalha”, completou o ministro.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

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