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sexta-feira, 30/01/2026

Reconhecimento da Palestina motiva o Hamas, afirma Israel

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O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou neste domingo (21/9) que o reconhecimento da Palestina pelo Reino Unido como Estado representa “apenas uma recompensa para o Hamas”.

De acordo com o ministério, o Hamas está “estimulado por sua Irmandade Muçulmana afiliada no Reino Unido”.

Este reconhecimento ocorre em meio a críticas intensas ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusado de agravar a violência e a crise alimentar no território palestino.

Além do Reino Unido, a França, liderada pelo presidente Emmanuel Macron, recentemente declarou que também vai reconhecer formalmente a Palestina, assim como 147 países membros da ONU já fizeram.

Outros países, como Canadá e Austrália, seguiram o mesmo caminho, todos pouco antes da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel ressaltou que o reconhecimento do Reino Unido é uma resposta direta aos eventos do massacre de 7 de outubro, alertando para que a política não seja influenciada pela ideologia jihadista.

Apesar do reconhecimento de vários países, houve uma ênfase para que o Hamas não esteja envolvido e que os reféns israelenses capturados em 7 de outubro de 2023 sejam libertados.

Keir Starmer destacou o desejo da população britânica por uma Palestina sem conflitos, condenando a recusa do Hamas em liberar os reféns e devolver os corpos dos israelenses.

Já o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, reafirmou o reconhecimento das aspirações legítimas do povo palestino por um Estado, mas definiu condições para a Autoridade Palestina, incluindo a exclusão do Hamas e o cumprimento de reformas antes de avançar com relações diplomáticas e abertura de embaixadas.

Durante a Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro, cerca de dez países se preparam para oficializar seu reconhecimento ao Estado palestino.

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