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sexta-feira, 16/01/2026

reag, investigada na fraude master, administrava fundo do estádio do corinthians

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JÚLIA GALVÃO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A empresa Reag Trust administrava o fundo imobiliário da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, chamado Arena Fundo de Investimento Imobiliário (FII). Recentemente, a Reag teve sua liquidação decretada pelo Banco Central, e agora o fundo precisa de uma nova empresa para cuidar dele.

A Reag assumiu a administração do fundo em 2023, substituindo a BRL Trust. Em dezembro de 2025, o fundo tinha um patrimônio de 672 milhões de reais e possuía três cotistas, todos pessoas jurídicas não financeiras.

A Reag está sendo investigada por suspeita de envolvimento em uma fraude financeira ligada ao Banco Master. A empresa também foi alvo da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que apura a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em negócios legais, incluindo o mercado financeiro.

Desde a operação, o Corinthians busca trocar a administradora do fundo, mas depende também da aprovação da Caixa Econômica Federal para escolher uma nova gestora.

Empresário influente no futebol

João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, faz parte do conselho deliberativo do Palmeiras e foi eleito para um importante conselho do clube em abril de 2025. Ele deseja um dia ser presidente do Palmeiras, segundo pessoas próximas.

Mansur saiu da presidência do conselho da Reag em setembro de 2025, no meio da crise causada pela investigação federal. Em 2024, a Reag fez uma parceria com o jogador Vitor Reis, do Palmeiras, para usar a imagem dele em campanhas de divulgação.

Na mesma época, a Reag tentou assumir a administração do estádio Allianz Parque, comprando a dívida da WTorre com o Banco do Brasil.

Em 2009, Mansur já havia sido investigado por um contrato suspeito para prestar consultoria nas obras do Allianz Parque, com valores estimados em 2,4 milhões de reais. Essa investigação foi solicitada pelo então presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo.

Fundos da Reag

Os fundos de investimento da Reag estão congelados, mas continuam existindo porque pertencem aos cotistas, não à gestora. O Banco Central ou os próprios cotistas devem escolher um novo administrador.

Enquanto isso não acontece, o fundo não pode ser movimentado: não aceita novos cotistas nem permite a saída dos atuais.

Se nenhuma empresa quiser administrar o fundo, ele pode ser fechado, e os ganhos ou perdas serão divididos entre os cotistas.

Segundo o professor Cristiano Correa, fundos bons costumam encontrar nova gestão facilmente. Fundos pouco rentáveis ou complexos podem ser liquidados.

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