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segunda-feira, 26/01/2026

RD do Congo e Ruanda firmam tratado de paz nos EUA

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Após quase 30 anos de conflitos, a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda firmaram um tratado de paz que também abrange acordos econômicos. A cerimônia ocorreu na quinta-feira, 4 de dezembro, nos Estados Unidos.

Na Casa Branca, o presidente da RDC, Felix Tshisekedi, e seu colega ruandês, Paul Kagame, foram recebidos pelo então presidente dos EUA, Donald Trump. O acordo, que tem mediação dos Estados Unidos e do Catar, já tinha sido anunciado em junho deste ano.

Não está ainda claro se este pacto será suficiente para terminar o conflito de longa duração, que também envolve o grupo rebelde congolês M-23. Em novembro deste ano, esse grupo assinou um tratado preliminar para estabelecer princípios de paz na República Democrática do Congo.

Entre os compromissos do documento assinado nos Estados Unidos estão o retorno das famílias que foram deslocadas devido à guerra, o respeito à soberania territorial de ambos os países, o fim das hostilidades, a libertação de presos e o acesso à assistência humanitária.

Contexto do Conflito

Desde os anos 1990, a RDC e Ruanda enfrentam uma guerra que envolve disputas territoriais e questões étnicas, relacionadas ao genocídio de Ruanda de 1994. No final daquele massacre, membros da etnia hutu, que foram responsáveis pelo genocídio, buscaram refúgio na RDC para escapar das consequências impostas pelo novo governo de Paul Kagame, pertencente ao grupo étnico alvo das mortes em massa.

Nesta situação, surgiu o grupo rebelde M-23. Fundado em 2012, este grupo afirma defender a minoria tutsi na República Democrática do Congo. Embora negue, o governo ruandês tem sido acusado de financiar essa milícia e de enviar tropas para combater ao lado dele no país vizinho.

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