Alexandre Ramagem, que está foragido da Justiça brasileira e vive nos Estados Unidos desde setembro do ano passado, declarou que o pedido de extradição enviado pelo Brasil será uma ocasião para expor o que ele classifica como abusos, ilegalidades e perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais: “Vocês acham que eu não tenho capacidade e experiência jurídica, criminal e política para provar em uma corte americana que houve ilegalidade, abuso de autoridade e poder pelo STF?”
Ramagem ressaltou que, se ouvido no procedimento, conseguirá demonstrar que houve violações por parte de um juiz com motivações políticas, que desrespeita direitos humanos e persegue um grupo político específico, inclusive com provas fabricadas.
O Ministério da Justiça informou que o pedido de extradição já foi enviado aos Estados Unidos, acompanhado da documentação necessária conforme o Tratado de Extradição entre os dois países.
Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pela participação em uma tentativa de golpe de Estado. A condenação já transitou em julgado desde novembro de 2025, mas ele fugiu do país antes do início do cumprimento da pena.
Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, é alvo também de investigação da Polícia Federal, que apura como ele deixou o Brasil, com suspeita de saída clandestina pela Guiana, rumo a Miami.
