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quarta-feira, 11/02/2026

Queda nas mortes de pedestres e ciclistas no trânsito do DF em 2025

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Os dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) mostram uma redução de 11,1% nas mortes de ciclistas no trânsito do DF em 2025, diminuindo de 18 para 16 casos. As mortes de pedestres também caíram 4,9%, passando de 82 para 79 no mesmo período.

No entanto, houve um aumento preocupante de 40,5% nas mortes de motociclistas, que subiram de 74 em 2024 para 104 em 2025. Além disso, os acidentes fatais envolvendo o álcool cresceram 46,2%, de 26 para 38 ocorrências.

O total de acidentes fatais aumentou 15,2%, passando de 224 em 2024 para 258 em 2025, resultando em 271 mortes, ou seja, 18,3% a mais que no ano anterior. Desses, 90 ocorreram em vias urbanas, 106 em rodovias distritais e 62 em rodovias federais.

Marcu Bellini, diretor-geral do Detran-DF, ressaltou a importância dos dados para planejar ações de educação, ajustes no trânsito e fiscalização. Ele destacou a necessidade de conscientização sobre os riscos no trânsito e o respeito às regras. Atualmente, há uma campanha focada na segurança dos motociclistas, com cursos gratuitos para motofretistas e orientações sobre o uso correto do capacete e distanciamento seguro.

Os principais fatores de risco nos acidentes fatais de 2025 foram: perda do controle do veículo (69 casos), imprudência dos pedestres (57), direção muito próxima a outros veículos (43), excesso de velocidade (42) e uso de álcool (38). Houve aumentos expressivos nas ocorrências de direção muito próxima (104,8%), perda de controle (50%) e uso de álcool (46,2%).

Entre os motociclistas, os fatores mais frequentes foram perda de controle (32), direção próxima (24), excesso de velocidade (24), circulação em contramão (16), uso incorreto do capacete (14) e álcool (13), que cresceu 85,7%.

Nos atropelamentos, os riscos principais foram entrar na via sem cuidado (57), falta de atenção (12), uso de álcool (10) e velocidade excessiva (5). Para os ciclistas, destacaram-se uso de álcool (6), direção próxima (5), ponto cego (4), excesso de velocidade (3) e perda de controle (3).

As 271 vítimas fatais foram compostas por 38,4% de motociclistas (104), 29,1% de pedestres (79) e 5,9% de ciclistas (16).

As regiões com maior concentração de acidentes fatais nas vias urbanas foram Ceilândia (17), Plano Piloto (16) e Taguatinga (8). A maioria dos acidentes ocorreu nos finais de semana, com 52 casos aos sábados, 47 aos domingos e 36 às sextas-feiras. O horário de maior risco foi entre 12h e 0h, com 166 acidentes, representando 64,3% do total.

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