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domingo, 31/08/2025

Queda na confiança do consumidor em São Paulo em junho de 2025

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) na cidade de São Paulo teve uma redução de 11,1% em junho de 2025, comparado ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A intenção de consumo das famílias (ICF) também diminuiu 2,2% no mesmo período.

A instituição destaca que fatores como inflação alta, juros elevados, dívidas acumuladas e incertezas no cenário fiscal têm impactado o custo de vida dos moradores, influenciando negativamente a confiança e a vontade de consumir na capital paulista.

Apesar disso, na comparação mensal, a intenção de consumo ficou estável, com leve alta de 0,9%, e a confiança do consumidor cresceu 1%. O ICF alcançou 105,1 pontos e o ICC marcou 112,9 pontos numa escala de 0 a 200, onde valores mais baixos indicam pessimismo e mais altos, otimismo.

A FecomercioSP ressalta que, embora tenha havido uma pequena melhora no último mês após quedas seguidas, esses sinais ainda não indicam uma recuperação sólida do consumo.

O economista da FecomercioSP comenta que o cenário econômico continua complicado, predominado por incertezas fiscais, inflação persistente principalmente nos serviços, juros elevados e alto endividamento, dificultando o acesso ao crédito e desestimulando compras, especialmente de bens duráveis. Ele destaca a necessidade urgente de reformas administrativas para garantir a sustentabilidade das contas públicas.

Entre os indicadores que mais caíram estão o momento para aquisição de bens duráveis (-13,9%), o nível atual de consumo (-7,8%), a perspectiva de consumo (-6%) e a renda atual (-3,6%).

Por outro lado, alguns índices apresentaram recuperação, como o emprego atual, que cresceu 0,9%, e a perspectiva profissional, que subiu 8,6%, refletindo um mercado de trabalho mais aquecido. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio foi a menor desde 2014, com 6,2%, e o número de trabalhadores formais no setor privado chegou a um recorde de 39,8 milhões.

Estadão Conteúdo

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