As vendas de veículos novos no Brasil diminuíram 0,38% em janeiro de 2026 comparado ao mesmo mês de 2025, totalizando 170,5 mil veículos vendidos, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Em relação a dezembro de 2025, as vendas tiveram uma queda maior, de 38,96%. Entretanto, analisando o total de emplacamentos, que inclui carros, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros, o mercado cresceu 7,42% em comparação anual, chegando a 366.713 veículos. Frente a dezembro, os emplacamentos caíram 25,54%, uma situação comum no primeiro mês do ano devido às férias e à atividade econômica mais lenta.
Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, destacou que esse resultado mostra que a procura por veículos novos continua firme, mesmo com o crédito mais caro por conta das altas taxas de juros. Ele comentou: “O setor começa 2026 com bases fortes. Apesar de menos dias úteis no mês a mês, o crescimento anual real demonstra que a demanda segue vigorosa.”
Entre os tipos de veículos, as motocicletas tiveram um desempenho positivo, com aumento de 17,49% em relação ao ano anterior, embora tenham caído 7,57% em relação ao mês anterior. Esse avanço é atribuído à maior necessidade por serviços de entrega, mobilidade pessoal e crescimento no uso de consórcios. Arcelio Junior mencionou que o segmento de motos está em crescimento constante, refletindo mudanças na mobilidade e hábitos dos consumidores.
Por outro lado, o mercado de caminhões iniciou o ano mais fraco, com queda de 34,67% na comparação anual, ainda sem sentir os efeitos do Programa Move Brasil, que oferece crédito para a compra desses veículos. A Fenabrave espera que as vendas de caminhões melhorem nos próximos meses, principalmente dos caminhões pesados, que representam quase metade do mercado. Arcelio Junior afirmou: “O desempenho do setor depende da economia, do agronegócio e do custo do crédito. Com o programa, esperamos uma retomada dos emplacamentos.”
Os carros e veículos leves mantiveram vendas estáveis, com aumento de 1,64% em relação a janeiro de 2025 e queda de 39,17% comparado a dezembro de 2025. Arcelio Junior ressaltou que embora o mercado seja sensível às condições de financiamento, ele mostra capacidade para manter o volume de vendas.
Com informações da Agência Brasil
