Júlio Torres, perito-geral da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), informou em coletiva nesta quarta-feira (23/9) que o local onde Isabelle Caracristi caiu, um rooftop em um condomínio de luxo no 23º andar, não possuía câmeras de segurança. Mesmo sem imagens do local do acidente, a Polícia Civil do Ceará (PCCE) declarou que a queda da estudante de direito foi voluntária.
Segundo Torres, outras imagens de pontos próximos ao prédio sustentam a conclusão da investigação.
Isabelle Caracristi foi encontrada morta em 13 de setembro. A mãe dela, Isorlanda Caracristi, divulgou um vídeo no dia 19 pedindo explicações e justiça pela filha.
O então namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso em 22 de setembro. Ele é investigado e pode responder por indução ao suicídio, obstrução de provas e abuso psicológico.
De acordo com o delegado-chefe da PCCE, Márcio Gutiérrez, testemunhas relataram que o relacionamento tinha sinais de abuso e controle, como impedir Isabelle de sair sozinha.
A investigação também apontou que, após a morte, João Neto teria tentado impedir a entrada da família de Isabelle no condomínio e solicitado que seu apartamento fosse limpo e vendido.
Até o momento, 10 pessoas foram ouvidas no inquérito. A PCCE continua analisando celulares, dispositivos eletrônicos e imagens para esclarecer as circunstâncias da morte.
A mãe de João Munhoz Neto, Sara Regina Alexandre Munhoz, foi exonerada de cargo público após a prisão do filho. A exoneração foi uma medida administrativa da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP).
Isorlanda Caracristi descobriu da morte da filha após várias tentativas frustradas de contato e decidiu ir até o condomínio acompanhada do irmão de Isabelle, onde foi informada pela síndica sobre o falecimento.
A defesa da família confirmou que o celular da jovem estava com o corpo e continha áudios enviados por Isabelle para um primo pouco antes da queda. Nesses áudios, ela alertava para que não apagassem as mensagens e mencionava que João Munhoz era uma pessoa doente.
