A inflação medida na saída das fábricas caiu 4,53% em 2025, marcando o segundo menor índice desde 2014, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11).
O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que avalia as variações nos preços dos produtos industriais antes de impostos e frete, apresentou deflação somente nos anos de 2025 e 2023 desde o início da série histórica em 2014. No ano de 2023, a queda foi de 4,99%, enquanto em 2024 houve um aumento de 9,28%.
Os anos de 2020 e 2021, período da pandemia de covid-19, registraram os maiores aumentos, com taxas de 19,38% e 28,45%, respectivamente.
A principal contribuição para a queda veio do setor de alimentos, que recuou 10,47% e teve impacto de -2,7 pontos percentuais no índice. Isso ocorreu devido à redução nos preços internacionais do açúcar e à valorização do real em 10,6% frente ao dólar, o que tornou os importados mais baratos.
Outros setores que tiveram influência negativa incluem a indústria extrativa (-14,39%, com impacto de -0,69 pontos percentuais), o refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64%, impacto de -0,56 pontos percentuais) e a metalurgia (-8,06%, com impacto de -0,56 pontos percentuais).
Murilo Alvim, gerente do IPP, explicou que a deflação no setor extrativo é resultado da queda nos preços dos óleos brutos de petróleo, causada pelo aumento da produção global e pelos estoques elevados, além da redução dos preços do minério de ferro devido a uma maior oferta e a uma demanda moderada mundial.
Paralelamente, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, registrou aumento de 0,33% em janeiro, acumulando alta de 4,44% nos últimos 12 meses.
*Com informações da Agência Brasil
