O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu ficar atento à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois da reeleição de Lula. A decisão foi tomada em uma reunião da direção nacional do partido realizada nesta quinta-feira (29).
Donald Trump é um dos principais líderes do movimento de direita no mundo, do qual faz parte também o candidato derrotado Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos após perder a eleição no Brasil e questiona os resultados eleitorais brasileiros.
Embora tenha criticado a eleição no Brasil, Trump afirmou que não pretende se envolver na questão. Um jornal americano divulgou que Flávio Bolsonaro teve apoio de Donald Trump e do governo americano para fugir.
O PT alerta que a posição do presidente americano com relação à eleição brasileira e sua presença no país devem ser acompanhadas de perto. O partido reforça que o Brasil não aceita interferências estrangeiras na sua democracia e que as eleições foram justas e reconhecidas por sua transparência.
Aliados do presidente Lula acreditam que Flávio Bolsonaro tenta prejudicar a relação entre o líder brasileiro e Donald Trump, que ambos dizem ser boa. O intuito seria levar Lula a fazer declarações que prejudicariam a relação com o chefe do governo dos EUA.
Fontes próximas a Lula afirmam que ele não deve se desentender com Trump por conta de Flávio Bolsonaro. Além disso, avaliam que a fuga de Flávio Bolsonaro pode favorecer Lula, pois dispersa o eleitorado de seu adversário e desorganiza temporariamente a oposição.
Mobilização dos apoiadores
O documento destaca que a vitória do PT foi fruto de movimentos nas ruas e nas redes sociais. Menciona ainda o papel do deputado André Janones (Rede-MG), que criou um grupo no WhatsApp com mais de 10 milhões de pessoas para apoiar Lula durante a campanha.
O texto reconhece que forças políticas além da esquerda contribuíram para a vitória de Lula.
O PT defende a importância de manter a participação da sociedade, fortalecer a organização popular e continuar o diálogo e as mobilizações que tornaram possível a conquista. Também planeja intensificar o contato do partido com diferentes grupos religiosos, respeitando a liberdade e a laicidade do Estado.
Além disso, o PT orienta seus diretórios estaduais, sindicatos e movimentos sociais a organizarem caravanas para Brasília para o dia da posse de Lula, que ocorrerá em 5 de janeiro, marcando seu quarto mandato.

