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PT faz congresso com Lula e contra “destruição do Estado”

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Partido do ex-presidente Lula monta estratégia para eleições municipais e para oposição a Jair Bolsonaro, cujo novo partido foi lançado ontem

Lula em evento en Recife, no domingo: solto há duas semanas, ele será a principal estrela em congresso do PT, em São Paulo (Adriano Machado/Reuters)

Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro lançar seu novo partido, o Aliança Pelo Brasil, o PT começa um congresso nacional de três dias, em São Paulo. A principal estrela é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solto há duas semanas após decisão do Supremo Tribunal Federal que liberou presos condenados em segunda instância.

O congresso petista deve discutir as eleições municipais de 2020, a oposição ao governo, e o futuro da legenda. Não espere por grandes mudanças ou concessões. A atual presidente do partido, a deputada paranaense Gleisi Hoffmann, deve ser reeleita para um novo mandato de quatro anos.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, ela defendeu o endurecimento do discurso contra a retirada de direitos e ao que chamou de “destruição monumental do Estado” no atual governo. “O povo está esperando de nós um posicionamento firme. O povo quer trabalho, quer renda, quer condições de vida. Não pode ser um discurso moderado no sentido de negociar os direitos do ovo”, afirmou. Para a deputada, Lula é a “única pessoa nesse país” com voz que “reverbere os interesses do povo”.Nesta quinta-feira, o diretório nacional do partido se reuniu em São Paulo para discutir as eleições municipais do ano que vem. Lula vem enfatizando a necessidade de o PT lançar candidaturas próprias em todas as grandes cidades, mas já fez uma concessão: no Rio, deve apoiar Marcelo Freixo, do PSOL. Em Porto Alegre, o partido também pode formar uma aliança com o PC do B, de Manuela D’Ávila.

Em São Paulo, uma opção é a volta ao partido da ex-prefeita Marta Suplicy, atualmente sem legenda. Lula a considera “a melhor prefeita que São Paulo já teve”. Ela deixou o partido em 2015 criticando a corrupção e, pelo PMDB, votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Uma dúvida em aberto é se o novo partido de Jair Bolsonaro, o Aliança Pelo Brasil, conseguirá concorrer nas eleições do ano que vem. Para isso, precisa recolher cerca de 500.000 assinaturas em ao menos nove estados até abril. Lançado ontem com discursos que falam em bíblia e bala, o Aliança é fortemente personalista. Bolsonaro é seu presidente, seu filho Flávio é o vice e até o caçula, Jair Renan, está na comissão do partido.

 

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Coronavírus provoca guerra por respiradores artificiais no Brasil

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Equipamento é essencial no tratamento de pacientes graves infectados pelo coronavírus. No Brasil, fabricantes já estão sem estoque e preço está subindo

(foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Governador Valadares)

Uma grave pneumonia compromete a função pulmonar. Torna a respiração um esforço enorme (dispneia) e reduz a concentração de oxigênio dissolvido no sangue (hipoxemia). Mais crítico estágio da COVID-19 num paciente, a síndrome respiratória aguda grave tem indicação de entubação e utilização de ventilação mecânica imediatas nos hospitais, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Esse estado da doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) levou à morte quase 30 mil pessoas ao redor do mundo, assustando por provocar uma corrida aos hospitais e grande pressão sobre a oferta de equipamentos de suporte de respiração. A falta dessas máquinas e o seu encarecimento já ocorrem no mercado nacional, o que leva a outros medos comuns em países onde a infecção já está no pico, como o da escolha de quais pacientes que irão sobreviver.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), há 2.934 respiradores em uso pelo Sistema Único de Saúde no estado, um número que pode ser ampliado numa emergência sem precedentes com o emprego de instalações privadas e até de ambulâncias, com incremento de mais 3.353 aparelhos.
O estado também dispõe de 2.795 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse nessa quinta-feira que a capital tem condições de internar em respiradores até 7 mil pessoas simultaneamente.
Para se ter uma ideia, o diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, Carlos Starling, apresentou estudo que diz que só a Grande BH pode ter de 1.500 a 8 mil pacientes graves internados no pico da infecção. A SES-MG informou que estuda ampliar a oferta dos aparelhos, mas não forneceu números.
Na Europa, onde circulam imagens de hospitais abarrotados de pacientes conectados a respiradores mecânicos, o medo tem tomado conta da população e esse receio pode chegar ao Brasil com a multiplicação e agravamento dos casos. Segundo a Fundação Pulmonar Europeia (ELF), entre os mais preocupados estão pacientes idosos e com doenças respiratórias crônicas. Temem desenvolver os sintomas mais graves da COVID-19 e, por sua condição preexistente, perder a preferência no uso dos respiradores para pessoas mais saudáveis ou mais jovens.
“A grande maioria das pessoas que desenvolve a COVID-19 não precisa de ventilação. Experimentam uma doença viral leve (semelhante a um resfriado) e se recuperam completamente. Isso inclui pessoas que têm condições subjacentes”, informa a fundação.
Essa é uma discussão que a sociedade médica já tem no Brasil, pois no caso de o pico de infecção saturar a oferta de equipamentos, escolhas duras deverão ser feitas. Mas não se trata de perfis já definidos, segundo a coordenadora médica da Diretoria Assistencial da Fhemig, Maria Aparecida Camargos Bicalho.
“Não vamos tirar um paciente mais velho de um respirador e passar para um outro mais novo. Isso não funciona assim. Ainda há uma longa discussão para se fazer e todos precisam ter claros protocolos para serem seguidos. Mas é claro que se aparecerem dois pacientes, por exemplo, um acamado, completamente sequelado, com a idade que for, múltiplos AVCs, demente, que não se cuida mais sozinho, recebendo um cuidado paliativo para ter sobrevida, sem a expectativa de sair do respirador e viver, e um outro, que pode até ser mais velho e que chega por infecção grave por COVID-19, precisando de um respirador, uma escolha vai ter de ser feita”, pondera a médica.

Cuidado

O medo de precisar e não dispôr de um respirador mecânico levou vários europeus com asma, bronquite e outras doenças respiratórias crônicas a procurar pelos seus próprios aparelhos. Mas a ELF alerta que esse é um procedimento perigoso. “A ventilação deve ser fornecida apenas por um especialista treinado e não é algo que você deve adquirir sem a supervisão de um especialista. A coisa mais importante é evitar o vírus. Seguir rigorosamente as medidas de distanciamento social. Por enquanto, reduzir ao máximo o contato com pessoas fora de sua casa e praticar medidas rígidas de higiene”, recomenda a fundação.
A SES-MG informou que foi decretado, no dia 13, Situação de Emergência em Saúde Pública no estado como uma das ações de preparação para assistência aos pacientes. “Entre as medidas previstas pelo decreto estava a dispensa de licitação para compra de insumos, medicamentos e aparatos médicos, além da contratação de profissionais. Portanto, todos os esforços estão sendo realizados para sanar qualquer necessidade de equipamentos e insumos para saúde”.

Utilização  equivocada do aparelho causa lesões

Os procedimentos para a ventilação mecânica dependem de regulação das máquinas para o porte do paciente, grau de comprometimento pulmonar, resposta ao tratamento e outras necessidades clínicas que são avaliadas pelo médico no hospital. De acordo com a coordenadora médica da Diretoria Assistencial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Maria Aparecida Camargos Bicalho, o paciente de COVID-19 grave é entubado e sedado numa unidade ou centro de terapia intensiva. “Precisa estar sedado para não competir com o funcionamento da máquina ao tentar respirar. Com isso conseguimos colocar o pulmão dele em situação de repouso e vamos ajustando a composição de gases para o caso específico”, afirma.
De acordo com a médica, o ventilador faz todo o trabalho do pulmão e do sistema respiratório doente de aspirar e expirar, dando ao órgão tempo para se recuperar. “Enquanto isso, tratamos pela entubação da medicação do paciente. Tudo vai sendo ajustado aos parâmetros de cada caso. Por isso, não dá para uma pessoa pensar em comprar esse equipamento e usar sendo leigo. O uso equivocado pode causar lesões sérias aos pulmões”, afirma.
A ventilação é importantíssima para a recuperação do paciente, mas não é capaz de salvar a todos e tem também seus riscos. “A pessoa entubada e com suporte de um respirador acaba sem os filtros que nosso organismo dispõe para outros microrganismos e pode acabar infectado no ambiente hospitalar por outras doenças”, alerta.

Prazo longo para entrega

O preço e a disponibilidade de respiradores mecânicos têm sido um problema principalmente para os hospitais públicos. A grande procura, sobretudo particular, fez com que vários vendedores tivessem seus estoques esgotados e fornecedores passaram a usar até mesmo fábricas de outros aparelhos para ampliar a produção. A reportagem do Estado de Minas fez um levantamento entre cinco grandes fornecedores para hospitais de BH e a dificuldade foi grande para encontrar equipamentos.
Em São José dos Campos, interior de São Paulo, uma fábrica ainda atende às encomendas com um modelo de respirador de R$ 6 mil, com prazo de entrega de 16 dias. Outra fornecedora, de Balneário Camboriú (SC), dispõe de três modelos, mas cada pedido aguarda 20 dias até a aquisição do produto.
O preço tem de ser negociado pela disponibilidade e quantidade. Uma fornecedora de equipamentos hospitalares e laboratoriais de São Paulo já não dispõe de respiradores completos, que vendia por R$ 48 mil, e não há previsão de entrega de novos aparelhos.
Ao ser procurada, uma fábrica do Sul de Minas logo avisa sobre prazos dilatados devido à grande procura por causa da pandemia. O único equipamento de pronta entrega custa quase R$ 60 mil. Três modelos mais em conta estão esgotados e outros sete precisam ser encomendados com preços a combinar.
Outra grande fornecedora de São Paulo também só dispõe de um modelo hospitalar que custa R$ 100 mil. Os demais precisam ser encomendados e estão sujeitos a disponibilidade do fabricante.

Compartilhamento

Uma das saídas para racionar o uso de respiradores escassos numa possível explosão de casos graves da COVID-19 é o compartilhamento de equipamentos por mais de um paciente. Há notícias de hospitais europeus que chegaram a conectar quatro pessoas a um aparelho para tratar de todos. De acordo com a coordenadora médica da Diretoria Assistencial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Maria Aparecida Camargos Bicalho, essas técnicas estão sendo estudadas para uso num possível pico de atendimentos em Minas Gerais.
“É uma medida de extrema necessidade, muito complexa. Nem todo paciente pode dividir uma máquina. Se estiver com um quadro muito comprometido, terá de ter um respirador só para ele”, afirma.
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Covid-19: Sambódromo do Rio vai receber pessoas em situação de rua

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Obras para transformar salas de aula em quartos já terminaram

(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A partir de hoje (30), o Sambódromo do Rio de Janeiro, na região central da cidade, vai receber pessoas em situação de rua, dentro dos esforços para evitar a disseminação do novo coronavírus. O prefeito Marcelo Crivella fará uma visita ao local ao meio-dia. As obras para transformar as salas de aula em quartos terminaram ontem.

Foram adaptadas oito salas de aula, das três escolas que funcionam embaixo das arquibancadas do Sambódromo para receber, prioritariamente, idosos, grávidas e mulheres acompanhadas de crianças.
A obra foi feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos para abrigar 392 pessoas. O espaço foi dividido em três áreas: uma pode receber até 128 homens adultos; uma tem 144 vagas para mães com crianças, gestantes e outras mulheres; e a terceira foi destinada aos idosos, com 120 vagas.
Segundo a prefeitura, o acolhimento da população de rua já começou e 250 pessoas nessas condições foram levadas para abrigos municipais. Um dos locais é o Hotel Popular, da Central do Brasil, que tem 55 vagas na ala feminina e, na quinta-feira (2), abrirá mais 50 vagas para idosos.
A secretaria informa que recebeu doação de detergentes, roupas de cama, toalhas de banho, ventiladores, copos, pratos e alimentos não perecíveis, que estão sendo distribuídos à população de rua e usados nos Pontos de Acolhimento no Sambódromo e no Santo Cristo.
A Secretaria Municipal de Educação destinou alimentos que seriam utilizados na merenda escolar para os abrigos da cidade, já que as escolas permanecem fechadas.

Leite

As mães das crianças que estudam nos Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI) poderão pegar leite nas unidades escolares. A distribuição começa amanhã (31), e a mãe deve agendar um horário para ir à escola a fim de evitar aglomerações.
O prefeito anunciou também que estuda reabrir as escolas para as crianças com deficiência, que estejam sentindo falta do professor e tendo comportamento agressivo em casa. Mas, para isso, será necessário ter autorização da comunidade médico-científica.
“A criança que não é cardiopata, não tem insuficiência renal, não tem problema de imunidade, e a mãe e o médico acham que ela pode voltar, não haverá obstáculo, mas isso, de toda forma, só acontecerá quando as escolas reabrirem, sendo que não há ainda qualquer prazo”, disse Crivella.

Pequeno comerciante

Para os pequenos comerciantes, a prefeitura vai disponibilizar as redes sociais institucionais para ajudar na divulgação dos microempreendedores, em uma ação da Subsecretaria de Publicidade e Mídias Digitais. A ideia é estimular o consumo da “vendinha do bairro, da boleira, do vendedor de brigadeiro, da farmácia, entre outros”, segundo a prefeitura.
O interessado deve enviar um vídeo, na vertical e com até 15 segundos, para o número de WhatsApp da prefeitura do Rio (21 99253-8538), falando da importância de comprar do pequeno e com o endereço de redes sociais do comerciante. Os vídeos serão publicados nos stories do Instagram @prefeitura_rio.
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Brasil

BH: pais de alunos da rede municipal podem ver onde retirar cestas básicas

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Cada família tem direito a um benefício; entrega escalonada começa nesta terça-feira

(foto: Divulgação/Prefeitura de Belo Horizonte)

A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou, nesta segunda-feira, a consulta para retirada da cesta estudante. Pais e responsáveis por alunos da rede municipal de ensino e creches parceiras devem se informar do local, data e horário para o recebimento do benefício através do site da PBH (clique aqui). Cada família tem direito a uma cesta básica.

A consulta ao sistema é feita por nome e CPF do responsável pela matrícula do estudante. Se responder por mais de uma criança, a pessoa precisa informar somente a data de nascimento do aluno mais novo. A família só poderá retirar a cesta básica após o acesso na plataforma online. A retirada na loja requer apresentação de RG com CPF (ou um documento oficial com foto e CPF) e assinatura de recibo.
As cestas começam a ser repassadas nesta terça-feira, de acordo com dias e locais definidos para cada responsável legal. A prefeitura estima que a distribuição para 142 mil famílias seja concluída em oito dias. São 121 lojas cadastradas para a entrega do benefício.
A cesta estudante foi idealizada pela prefeitura para ajudar as famílias no período em que as aulas do ensino municipal estiverem suspensas por conta do isolamento social devido à pandemia do coronavírus, causador da COVID-19. O Executivo municipal garantiu caráter mensal da medida. Em Belo Horizonte, há 143 pessoas com a doença, segundo o
boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesse domingo.
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