Parlamentares do PSol pediram a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, porque ele não seguiu uma ordem judicial que exigia o funcionamento total da frota de ônibus neste domingo de segundo turno.
O pedido foi feito neste domingo (25) pela deputada federal Sâmia Bomfim, a vereadora Luana Alves e a deputada estadual Mônica Seixas. Elas mencionaram também o secretário de Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
A ação requer que a Justiça Eleitoral aumente a multa de R$ 100 mil para R$ 500 mil por hora que a frota deixar de circular. As parlamentares acusam os responsáveis por crimes eleitorais e desobediência, pois atrapalharam o direito de votar.
A Justiça Eleitoral já pediu explicações à SPTrans sobre a possível falta de ônibus. A empresa municipal de transporte teve uma hora para responder.
Dados de um aplicativo mostraram que apenas 71,7% dos ônibus estavam funcionando às 13h20 deste domingo. Um estudo com dados da SPTrans e do Tribunal Superior Eleitoral apontou uma queda de 31,4% na frota circulante entre 11h e 14h, quando comparado a dias normais da semana.
A redução foi maior nas regiões periféricas, chegando a 18,1%, enquanto em áreas mais ricas a queda foi de 10,6%. A pesquisa indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o candidato mais prejudicado pela menor oferta de transporte.
O prefeito Ricardo Nunes negou que a frota tenha sido reduzida. Ele disse ao Metrópoles que “não faltou transporte para os passageiros” e que a quantidade de ônibus disponível foi maior do que a demanda.
A SPTrans informou que a notificação do TRE-SP chegou com menos de 12 horas de antecedência, o que tornou a operação difícil. A empresa disse que o planejamento foi feito com base na demanda do domingo anterior.
O PT também acionou o TRE-SP para reclamar da falta de ônibus na capital paulista, dizendo que havia poucos veículos para garantir o transporte dos eleitores.


