Uma série de protestos está acontecendo no Irã, resultando em mais de 20 pessoas mortas e milhares detidas. A onda de manifestações começou no final de dezembro e se espalhou por várias províncias do país. Segundo a organização Iran Human Rights, pelo menos 27 manifestantes, incluindo cinco menores, perderam a vida devido a ações das forças de segurança.
Na terça-feira, 6 de janeiro, a polícia iraniana usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam no bazar de Teerã, onde gritavam slogans contra o governo e a favor da volta da dinastia Pahlavi. Os manifestantes também entoavam palavras contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
As manifestações, inicialmente motivadas pelo aumento do custo de vida, representam um grande desafio para o regime atual, especialmente após um enfraquecimento do país causado por conflitos recentes e sanções internacionais. Embora a magnitude das manifestações atuais não seja comparável às de 2022, quando a morte de Mahsa Amini gerou protestos massivos, elas ainda simbolizam forte insatisfação popular.
A situação continua tensa, com mercados e bazares fechados em protesto contra a instabilidade econômica. As forças de segurança continuam a atuar para conter os protestos, que refletem o descontentamento profundo da população com o governo. A comunidade internacional observa atentamente o desenrolar dos eventos no país.
