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domingo, 01/02/2026

Protestos no Brasil pedem justiça pela morte do cão Orelha

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Em Brasília

Neste domingo, 1º de fevereiro, atos em várias cidades do Brasil pedem justiça pela morte do cão Orelha e responsabilização dos envolvidos. Em São Paulo, os protestos começaram às 10h no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista.

A caminhada que seguiu após a reunião contou com manifestantes que levavam cartazes, bandeiras e até seus próprios cães.

Além da justiça para Orelha, os protestos também exigem a redução da maioridade penal, que atualmente é 18 anos. Quatro adolescentes são investigados pela morte do animal.

O evento reuniu parlamentares, ativistas e artistas. A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, participou e compartilhou imagens nas redes sociais afirmando que é a voz dos animais. A ativista Luisa Mell, conhecida pelo resgate e proteção de animais, também marcou presença.

No Rio de Janeiro, o protesto ocorreu no Aterro do Flamengo próximo ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, com outro ato programado para Copacabana à tarde.

Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, manifestantes se reuniram no trapiche da Avenida Beira Mar Norte e pediram justiça em coro.

Artistas, políticos e ativistas participaram dos atos. A atriz Heloisa Perissé convocou a população para se unir ao protesto no Rio, alertando para o problema crescente do tratamento cruel contra animais e os impactos negativos sobre os jovens.

Nos últimos dias, ataques contra cães em vários estados provocaram grande indignação, possivelmente ligados a grupos de ódio na internet que estimulam adolescentes a maltratar animais.

A morte do cão Orelha

O cão Orelha sofreu agressões graves na cabeça no início de janeiro, resultando em sua eutanásia, conforme informou o Ministério Público de Santa Catarina. A Polícia Civil investiga quatro adolescentes suspeitos das agressões violentas contra o animal.

Mandados de busca foram cumpridos em 26 de janeiro, mas nenhum suspeito foi preso. Dois adolescentes estavam nos Estados Unidos, e tiveram seus celulares e roupas apreendidos ao retornarem ao Brasil em 29 de janeiro.

A defesa informou que a entrega dos aparelhos foi coordenada com a polícia e que os jovens foram intimados a prestar depoimento.

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