Neste domingo, 1º de fevereiro, atos em várias cidades do Brasil pedem justiça pela morte do cão Orelha e responsabilização dos envolvidos. Em São Paulo, os protestos começaram às 10h no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista.
A caminhada que seguiu após a reunião contou com manifestantes que levavam cartazes, bandeiras e até seus próprios cães.
Além da justiça para Orelha, os protestos também exigem a redução da maioridade penal, que atualmente é 18 anos. Quatro adolescentes são investigados pela morte do animal.
O evento reuniu parlamentares, ativistas e artistas. A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, participou e compartilhou imagens nas redes sociais afirmando que é a voz dos animais. A ativista Luisa Mell, conhecida pelo resgate e proteção de animais, também marcou presença.
No Rio de Janeiro, o protesto ocorreu no Aterro do Flamengo próximo ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, com outro ato programado para Copacabana à tarde.
Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, manifestantes se reuniram no trapiche da Avenida Beira Mar Norte e pediram justiça em coro.
Artistas, políticos e ativistas participaram dos atos. A atriz Heloisa Perissé convocou a população para se unir ao protesto no Rio, alertando para o problema crescente do tratamento cruel contra animais e os impactos negativos sobre os jovens.
Nos últimos dias, ataques contra cães em vários estados provocaram grande indignação, possivelmente ligados a grupos de ódio na internet que estimulam adolescentes a maltratar animais.
A morte do cão Orelha
O cão Orelha sofreu agressões graves na cabeça no início de janeiro, resultando em sua eutanásia, conforme informou o Ministério Público de Santa Catarina. A Polícia Civil investiga quatro adolescentes suspeitos das agressões violentas contra o animal.
Mandados de busca foram cumpridos em 26 de janeiro, mas nenhum suspeito foi preso. Dois adolescentes estavam nos Estados Unidos, e tiveram seus celulares e roupas apreendidos ao retornarem ao Brasil em 29 de janeiro.
A defesa informou que a entrega dos aparelhos foi coordenada com a polícia e que os jovens foram intimados a prestar depoimento.
