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Mundo

Protestos na França causam 1200 prisões e ferem 150 policiais

Firas Abdullah/Anadolu via Getty Images

O Primeiro-Ministro Sébastien Lecornu informou na noite do sábado, 17 de outubro, sobre a situação dos protestos na França. Durante os protestos contra o aumento do custo de vida e por melhores condições na educação, cerca de 1.200 pessoas foram presas e 150 policiais ficaram feridos.

A polícia utilizou gás lacrimogêneo para conter os manifestantes que estavam em confronto nas ruas. Os protestos cresceram em várias regiões do país, motivados pelo aumento dos preços e pela diminuição dos benefícios sociais.

Entre os danos causados, o prédio da prefeitura da cidade de Limoges foi incendiado. Em Gironde, os manifestantes invadiram a residência oficial do prefeito. A prefeita da cidade, Sophie Brocas, condenou fortemente os danos e os saques que aconteceram em lojas do centro da cidade.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que a manifestação principal foi tomada por criminosos que aproveitaram para saquear e causar danos. Ele garantiu que os responsáveis serão identificados e punidos rigorosamente. Ele também descartou a possibilidade do governo decretar estado de emergência, mas condenou a violência ocorrida nas ruas.

Os protestos começaram em setembro, inicialmente focados nas más condições do sistema educacional francês, com falta de professores e estrutura precária nas escolas suburbanas. A situação piorou após um incidente na cidade de Lens, em 5 de outubro, quando um estudante de 15 anos perdeu a mão devido à explosão de uma granada de efeito moral durante uma intervenção policial. Em resposta, o ministro Laurent Nuñez suspendeu o uso desse equipamento em manifestações estudantis.

Com o tempo, os protestos se expandiram para outras regiões e passaram a incluir demandas diversas, como redução das desigualdades e controle dos gastos públicos. Esses protestos foram acompanhados também em outros países da Europa e na América do Sul, com motivações semelhantes à dos franceses.

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