No Irã, protestos se intensificam em diversas regiões enquanto o regime aumenta a repressão contra os manifestantes. Organizações de direitos humanos denunciam dezenas de mortos em confrontos com as forças de segurança.
Os protestos, que começaram na capital Teerã devido à crise econômica e a desvalorização significativa do rial, se espalharam para todas as 31 províncias do país. Comerciantes fecharam lojas, e a população enfrenta um apagão nacional da internet, dificultando a circulação de informações.
A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, confirmou que pelo menos 45 pessoas, incluindo menores, foram mortas pela polícia. Centenas ficaram feridas e milhares foram detidas. Segundo o diretor Mahmood Amiry-Moghaddam, a repressão tem se tornado mais violenta a cada dia.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que a repressão evite atos violentos desnecessários, enquanto o chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejei, anunciou rigor contra quem apoia inimigos do país.
Internacionalmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou medidas severas caso o governo iraniano intensifique a violência. Já o ministro alemão Johann Wadephul condenou o uso excessivo da força.
O corte quase total da internet torna difícil monitorar a situação, mas os protestos seguem firmes em oposição às condições econômicas, ao controle governamental e às restrições sociais.
