Protestos aumentam no Irã com mais de 500 mortes
Um novo balanço divulgado pela ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) aponta que já são 538 pessoas mortas nos protestos que ocorrem no Irã, a maior onda de manifestações em quase uma década.
Destas vítimas, 490 são manifestantes e 48 são policiais, com mais de 10 mil presos, segundo informações da ONG, que utiliza fontes locais e veículos independentes para confirmar os dados.
Especialistas acreditam que o número real de mortos pode ser maior devido ao apagão quase total da internet imposto pelo governo iraniano, dificultando a verificação dos fatos.
Contexto dos protestos
- As manifestações começaram em 28 de dezembro e foram motivadas por uma crise econômica grave, que inclui a desvalorização da moeda nacional, inflação alta e deterioração das condições de vida.
- Inicialmente focadas em questões econômicas, as manifestações passaram a incluir críticas diretas ao regime dos aiatolás e ao líder supremo Ali Khamenei, exigindo reformas políticas, mudanças no Judiciário e mais liberdade civil.
- O governo iraniano acusa Estados Unidos e Israel de incentivar os protestos, enquanto opositores afirmam que o movimento reflete o descontentamento popular.
Ameaças de retaliação
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país responderá fortemente a qualquer intervenção militar americana, afirmando que os territórios ocupados, bases militares e portuárias dos EUA serão alvos legítimos.
Essa declaração segue à fala do ex-presidente americano Donald Trump, que afirmou estar pronto para apoiar os manifestantes iranianos.
Mesmo diante da repressão intensa das autoridades, os protestos continuam em várias regiões do Irã.
