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sábado, 29/11/2025

Protesto em banco Itaú mobiliza políticos e divide opiniões

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Em Brasília

Dois grupos sociais associados ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo, realizaram nesta quinta-feira, 3, uma ocupação na sede do banco Itaú, localizada na Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, principal centro financeiro do Brasil. O foco da ação foi a defesa da reforma tributária e a aplicação de impostos sobre os super-ricos.

“A mensagem do povo está clara: o Brasil necessita de justiça tributária”, afirmou o parlamentar em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), compartilhando fotos dos participantes com cartazes apoiando as demandas. Boulos também se encontrava na capital paulista, participando de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) referente a um projeto de lei que visa beneficiar entregadores de aplicativos.

Nas redes sociais, a ocupação ganhou destaque principalmente entre críticos do governo, que compararam o ato ao ataque de 8 de Janeiro em Brasília a prédios públicos. O ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Pazuello (PL-RJ), afirmou: “Esta é a face da esquerda atual no Brasil. Não produzem nem geram riqueza para o país, apenas causam desordem e tumulto”.

Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do Partido Liberal (PL) e ex-advogado de Bolsonaro, questionou se os responsáveis pela ocupação seriam punidos com penas similares às dos invasores dos Três Poderes em Brasília. “A ocupação de propriedade privada na Faria Lima em São Paulo agora resultará em penas de 10 a 18 anos de prisão?”, questionou. Em outra publicação, defendeu que todos os envolvidos sejam identificados, separados, transportados, registrados, presos e julgados em até 15 dias.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também se manifestou, publicando uma manchete de 2022 que dizia respeito a encontros organizados pela ala progressista da Faria Lima para aproximar eleitores indecisos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na publicação, chamou os envolvidos de “idiotas” e, em outra, classificou a ação como “terrorismo político”.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) condenou o protesto, argumentando que o PT promove uma estratégia de dividir o país em “nós contra eles”. “O PT repete a estratégia do ódio, antagonizando pobres e ricos, negros e brancos, empregadores e empregados. Esse filme ruim que assistimos tem um final conhecido: quem perde é o Brasil”, disse o senador, que também pediu o retorno de Bolsonaro à Presidência.

Por outro lado, membros da base governista foram mais discretos e pouco comentaram o episódio até o momento. Deputados como Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ) compartilharam imagens do MTST com as reivindicações dos manifestantes e vídeos da ocupação do saguão da sede do banco. Vieira declarou: “O trabalhador não suporta mais um sistema que beneficia bilionários e pesa no bolso da população”.

Esse protesto acontece em meio a um embate entre o Planalto e o Congresso, que recentemente derrubou um decreto do presidente Lula que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que tinha como objetivo ampliar a arrecadação e cumprir metas fiscais. Na última terça-feira, 1º, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) buscando reverter a decisão do Congresso.

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