ALÉXIA SOUSA
FOLHAPRESS
O proprietário da pizzaria La Favoritta, em Pombal (PB), declarou que desconhece o motivo da possível intoxicação alimentar que resultou na morte de uma mulher de 44 anos e levou mais de 100 pessoas a buscarem atendimento médico na cidade do sertão paraibano.
Em vídeo divulgado na noite de terça-feira (17), o empresário Marcos Antônio, 24, manifestou surpresa com o ocorrido e ressaltou que sempre cuidou da qualidade dos produtos oferecidos no estabelecimento.
“No domingo estava tudo normal e, de repente, tudo virou um problema (…) Estou sem acreditar e não sei o que aconteceu. Eu mesmo entrei em contato com a vigilância sanitária para que fizessem uma fiscalização e me esclarecessem o ocorrido”, afirmou.
De acordo com Marcos Antônio, o estabelecimento funciona há seis anos e nunca passou por situação semelhante. “Nunca tive a intenção de prejudicar ninguém. Meu negócio é meu sustento. Seria a última coisa que faria: prejudicar os clientes que me sustentam.”
A advogada do empresário, Raquel Dantas, informou que na inspeção inicial não foram encontrados alimentos vencidos ou estragados que pudessem indicar a origem da contaminação. Os produtos foram recolhidos para análise que esclarecerá as causas do incidente.
A defesa declarou ainda que a pizzaria foi interditada por problemas na estrutura, como falta de revestimento nas paredes e irregularidades na parte elétrica, e não por contaminação dos alimentos.
O caso é investigado pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Civil. A promotora Patrícia Napoleão de Oliveira solicitou informações da Vigilância Sanitária, Polícia Civil e do Hospital Regional de Pombal, para definir os próximos passos da investigação.
A Polícia Civil já ouviu o proprietário da pizzaria e recolheu depoimentos de pessoas que passaram mal após comer no local e já receberam alta. Os conteúdos dos depoimentos não foram divulgados.
A corporação investiga se há relação entre os casos de intoxicação alimentar e o consumo dos produtos vendidos na pizzaria. Amostras de alimentos e outros materiais foram enviados para perícia, e exames devem apontar a causa da morte. O prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias.
A vítima, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, faleceu na manhã de terça-feira (17) depois de ser internada com sintomas como diarreia, vômitos e dor abdominal. Ela havia consumido comida na pizzaria no domingo (15), conforme familiares.
Uma criança de 8 anos também passou mal após comer no restaurante e está internada; os demais casos já receberam alta.
O enterro ocorreu na manhã de quarta-feira (18), no cemitério São Francisco, em Pombal, com velório e missa de corpo presente na noite anterior.
Raíssa trabalhava como servidora da prefeitura de Pombal na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A administração municipal divulgou nota de pesar.
