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terça-feira, 24/03/2026

Projeto que incentiva meninas da escola pública a aprenderem programação em Petrópolis

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No Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, o projeto Meninas STEM está ajudando jovens do ensino médio a aprenderem sobre ciência e tecnologia. Esse projeto, apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), quer acabar com a exclusão das mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, dando ferramentas técnicas e exemplos de mulheres inspiradoras para aumentar a inclusão e autoconfiança.

Alunas como Sara Tavares e Ana Mayworm, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), descobriram novas possibilidades de carreira através do projeto. Sara, que antes pensava em áreas como administração ou publicidade, começou a se interessar por programação. Já Ana percebeu que a tecnologia pode ajudar a resolver problemas sociais, especialmente na saúde. Ela comenta, “Para mim, abriu muitas possibilidades de pesquisa, principalmente em áreas diferentes. Descobri que posso ajudar pessoas na saúde com tecnologia e programação”.

O programa não oferece só aulas teóricas de programação, mas também atividades práticas como clube de ciências, visitas técnicas e criação de jogos digitais. Essas atividades tornam a ciência mais fácil de entender e motivam as alunas. Os jogos que elas fizeram foram publicados no site oficial do LNCC, mostrando o esforço delas e integrando-as no mundo científico.

A pós-doutora Andressa Alves Machado, professora do projeto no LNCC, destaca a importância social da iniciativa. “O impacto do projeto para meninas em situação difícil é enorme. Algumas não tinham muitas perspectivas, e agora vemos como foram incentivadas a acreditar que conseguem”, diz ela. O projeto ajuda a reconstruir a autoestima de alunas que têm inseguranças por motivos sociais ou de gênero, preparando-as para suas futuras carreiras. Em um país desigual como o Brasil, Meninas STEM promove justiça ao levar ciência para quem normalmente não tem acesso, beneficiando tanto as alunas quanto as professoras no aprendizado mútuo.

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