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terça-feira, 28/04/2026

Projeto proíbe termo ‘quarto de empregada’ em plantas arquitetônicas

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Em Brasília

Professora Marcivania afirma que a mudança ajuda a combater a “cultura do quarto de fundos”.

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei Complementar que veda o uso das expressões “quarto de empregada”, “dependência de empregada” e termos semelhantes em projetos arquitetônicos.

Conhecido como PLP Preta Rara, o projeto tem como objetivo eliminar termos discriminatórios que remetem a uma época de escravidão.

O texto aprovado foi elaborado pela relatora, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), com base em proposta original da deputada Denise Pessôa (PT-RS).

Principais mudanças

Ao contrário do projeto inicial, que apenas sugeria que estados e municípios criassem leis sobre o tema, a proposta agora torna a proibição obrigatória em todo o território nacional.

Reparação histórica

Segundo a relatora, a eliminação dessas nomenclaturas é um passo simbólico e prático para acabar com a cultura do “quarto de fundos”, promovendo relações de trabalho pautadas no respeito, jamais na servidão.

Alcance da proibição

O texto ampliou a proibição incluindo termos como “suíte de empregada” e outras denominações semelhantes em documentos públicos e privados, material publicitário e avisos em geral.

A intenção é impedir que a lei seja burlada por eufemismos, como explicou Professora Marcivania.

Educação e conscientização

A proposta modifica a Lei Complementar 150/15, que trata do trabalho doméstico.

Próximos passos

O projeto ainda será avaliado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania antes de seguir para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados, senadores e ser sancionado pela Presidência da República.

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