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quinta-feira, 19/02/2026

Projeto endurece combate à exploração sexual infantil como crime organizado

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Capitão Alden destaca a facilidade de cooperação internacional para combater crimes dessa natureza. A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4746/25, que classifica a exploração sexual de crianças e adolescentes como atividade típica de organizações criminosas.

Em entrevista à Rádio Câmara, o relator do projeto na Comissão de Segurança Pública, deputado Capitão Alden (PL-BA), apontou três pontos principais do texto:

  • Reconhecimento das redes de exploração sexual infantojuvenil como parte das organizações criminosas;
  • Permissão explícita para infiltração de agentes em investigações sobre tráfico e exploração sexual, inclusive em ambientes digitais;
  • Ampliação das medidas de proteção para agentes infiltrados e suas famílias.

Segundo Capitão Alden, a exploração sexual infantojuvenil não é um crime isolado, mas sim uma rede estruturada que inclui diversos envolvidos, desde aliciadores até distribuidores de conteúdo. Ele argumenta que, sem reconhecer essa atividade como organizada, o combate é ineficaz.

Ele enfatiza que o objetivo é atualizar o sistema penal para o contexto atual, tratando o crime organizado que explora crianças com rigor e proteção adequada às investigações.

Tramitação da proposta

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e segue para análise nas comissões de Previdência e de Constituição e Justiça antes de passar ao Plenário. Para se tornar lei, precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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