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sexta-feira, 13/02/2026

Projeto cria adicional de 30% para profissionais de saúde em áreas perigosas

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Em Brasília

Enfermeira Ana Paula destaca que a proposta reconhece a importância da segurança para a saúde

O Projeto de Lei 5654/25 estabelece a Política de Proteção e Incentivo aos Profissionais de Saúde que atuam em áreas de conflito e alto risco. A iniciativa, apresentada pela deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE), propõe um adicional de 30% do salário base para esses trabalhadores, como forma de compensação pelo risco de exposição à violência.

A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e visa beneficiar profissionais que trabalham em unidades de saúde localizadas em regiões marcadas por conflitos armados, alta criminalidade ou vulnerabilidade extrema.

A classificação dessas áreas de risco será definida por um ato conjunto dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Saúde, com base em dados oficiais sobre segurança pública.

O adicional será indenizatório, o que significa que não integrará o salário para cálculos de aposentadoria, mas poderá ser somado a outros benefícios, como os adicionais de insalubridade e periculosidade.

Segurança e apoio psicológico

  • Protocolos de evacuação para situações de confronto
  • Sistemas de monitoramento e botões de pânico instalados nas unidades
  • Reforço no policiamento ao redor das unidades de saúde
  • Acompanhamento psicológico e psiquiátrico para os profissionais expostos ao risco

Enfermeira Ana Paula ressalta que a violência em comunidades e periferias frequentemente leva ao fechamento de unidades e à falta de profissionais, prejudicando o acesso à saúde. Ela afirma: “O projeto reconhece que não existe saúde sem segurança e que aqueles que cuidam também precisam ser protegidos.” Com a aprovação da lei, o estado brasileiro valorizaria legalmente os profissionais que mantêm o SUS funcionando mesmo em meio a situações perigosas.

Próximas etapas

O projeto seguirá para análise conclusiva nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Saúde, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, é necessário ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

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