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quarta-feira, 11/03/2026




Professores enfrentam obstáculos para criar projeto inclusivo para estudantes com deficiência intelectual

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O Centro de Ensino Fundamental 01 do Gama vai começar um projeto novo chamado Ateliê da Diversidade. Este projeto é para alunos da EJA Interventiva, que é uma modalidade de ensino para jovens e adultos com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista (TEA) ou múltiplas deficiências. O foco do projeto é promover inclusão, autonomia e alfabetização.

O objetivo do projeto é preparar esses alunos para o mercado de trabalho, especialmente com atividades como costura e bordado. O projeto inclui oficinas, oportunidades para inclusão social e profissional, e apoio ao desenvolvimento dos alunos. O Ateliê da Diversidade nasceu graças ao esforço de vários professores do CEF 01. Três dessas professoras, Edna Cristina, Adriana Arieta e Dagmar Barcelos, compartilham suas experiências sobre o projeto.

Edna, professora do Serviço de Orientação para o Trabalho da EJA Interventiva, idealizou o projeto e conseguiu recursos através de verbas parlamentares para dar início. No entanto, muitos desafios surgiram e outras professoras se juntaram para ajudar a tirar o projeto do papel.

“Com a verba, pude comprar máquinas, televisão, impressora, notebooks e materiais básicos. Mas não foi suficiente para tudo. Então, eu e as colegas organizamos bazares para arrecadar dinheiro para comprar agulhas, cola, tecidos e outros materiais necessários. Também recebemos doações de roupas e outros itens de professores, e algumas vezes usamos recursos próprios para que o projeto continuasse,” explicou Edna.

São cerca de 57 alunos envolvidos no projeto. Embora o foco principal seja costura e bordado, também haverá atividades de culinária, artesanato e tecnologia. Dagmar, professora da Sala de Recursos da EJA Interativa, destacou a importância do projeto para esses alunos: “Eles são neurodivergentes e muitas vezes não conseguem completar os objetivos com a educação tradicional. Nosso trabalho é complementar o ensino, preparando-os para o mercado de trabalho.”

A professora Adriana Antonieta ressaltou a necessidade de que os alunos desenvolvam independência e um progresso adequado, o que também envolve a sensibilização das famílias. “A colaboração da família é fundamental, especialmente para saídas de campo e o sucesso do projeto. A comunidade escolar também precisa apoiar para que a iniciativa dê certo.”

Inclusão por meio da capacitação

Advogados trabalhistas Aline Rosado e Daniel Miranda explicaram que o treinamento para o trabalho deve respeitar os limites e necessidades individuais das pessoas com deficiência intelectual. Segundo eles, é importante adaptar os ambientes e contar com a colaboração da equipe para entender e apoiar as necessidades do trabalhador.

Embora haja desafios na inclusão dessas pessoas, eles destacam que superar essas dificuldades é possível com as medidas adequadas. “O objetivo é garantir acolhimento e eliminar preconceitos, adaptando o ambiente de trabalho e dando voz ativa para que possam contribuir com sugestões sobre suas funções e necessidades,” afirmou Daniel.

O Ateliê da Diversidade é uma forma prática de alcançar esses objetivos, com profissionais voluntários que acompanham os estudantes ao longo do projeto. As oficinas acontecem durante o período de aula até o final do ano, e a inauguração coincidiu com a Semana Distrital de Conscientização e Promoção da Educação Inclusiva. Esta semana é oficial e visa promover a inclusão e valorização dos alunos. Edna concluiu: “Queremos mostrar que esses alunos são capazes e explorar seus talentos.”




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