ARTUR BÚRIGO
FOLHAPRESS
A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu recentemente um professor suspeito de crimes sexuais contra estudantes da rede pública. Ele estava foragido desde abril do ano passado.
Segundo as investigações, o professor pedia fotos íntimas de alunos entre 12 e 16 anos em troca de notas para aprovação.
O caso veio à tona na segunda-feira, dia 12, mas o nome do suspeito não foi divulgado. A defesa dele não foi encontrada pela reportagem.
Até agora, foram identificadas oito vítimas, seis em Vila Velha e duas em Serra, onde o professor foi preso.
Os casos ocorreram em 2023 e 2024. As denúncias chegaram à polícia em 2024, feitas pelos pais dos alunos, que foram avisados pelas escolas. O primeiro relato teve origem em Serra, em novembro de 2024.
As escolas colaboraram afastando o professor assim que souberam das denúncias.
A delegada Thais Cruz afirmou que existem conversas em que o professor dizia aos alunos para apenas escreverem seus nomes que ele cuidaria do resto. Ele preenchia as provas, e em troca, exigia fotos dos órgãos genitais.
O professor procurava alunos que tinham dificuldade para atingir as notas mínimas.
Após buscas em 2024, a polícia encontrou fotos íntimas dos estudantes e imagens deles com uniforme escolar no aparelho do suspeito.
Ele chegou a ser detido, mas foi liberado mediante condições estabelecidas pela Justiça.
Em fevereiro de 2025, outra denúncia foi registrada sobre crimes sexuais em Vila Velha.
Em um caso, o suspeito teria ameaçado um aluno de 12 anos a acessar conteúdos impróprios para não ser denunciado por usar celular na escola.
Também teria apalpado partes íntimas do estudante no banheiro, configurando suspeita de estupro de vulnerável.
O delegado Glalber Queiroz informou que em 2024 o professor não trabalhava mais na rede municipal de Vila Velha e abordava alunos por redes sociais, oferecendo dinheiro. Foram encontrados diversos pagamentos via Pix de 30 a 50 reais às vítimas, além de objetos como uma prancha de surfe.
Em abril, a Justiça decretou nova prisão preventiva do professor, que estava foragido desde então.
