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Brasília

Professor do DF que assassinou ex-namorada está foragido

Foto: Reprodução

Mais de um mês após a Justiça da Bahia ter decretado sua prisão, Igor Azevedo Bomfim, 46 anos, ex-professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, continua desaparecido. Ele foi condenado a mais de dez anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira Mayara de Souza Lisboa Azevedo, 22 anos. A ordem de prisão foi emitida pelo Tribunal de Justiça da Bahia em 29 de junho de 2024, mas as autoridades ainda não o localizaram.

Mayara foi morta a tiros enquanto tomava banho em 2 de novembro de 2010, na cidade de Santa Rita de Cássia, oeste da Bahia, a cerca de mil quilômetros de Salvador. Doze dias após o crime, Igor se apresentou voluntariamente em uma delegacia na Bahia e confessou o assassinato, alegando ter agido em “defesa da honra”, argumento que historicamente tentava justificar crimes contra mulheres.

Esse argumento da “defesa da honra” foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2023, por violar princípios essenciais da Constituição como o direito à vida, a dignidade humana e a igualdade de gênero, não podendo ser usado para absolver ou diminuir a pena em casos de feminicídio e outros crimes contra mulheres.

Igor foi condenado em 2013, mas permaneceu em liberdade durante a tramitação dos recursos da defesa. O processo só foi finalizado em 2024, quando todas as possibilidades de recurso acabaram. Por esse tempo, ele trabalhou por mais de três anos como professor temporário na rede pública do Distrito Federal.

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Em 2024, ele chegou a ser preso por causa da condenação, porém a defesa conseguiu uma decisão no STF que anulou a finalização do processo, fazendo com que o caso voltasse ao Superior Tribunal de Justiça. Assim, a execução da pena foi suspensa enquanto o processo era reavaliado.

A prisão ficou sem andamento por cerca de um ano até que, em junho de 2024, a Quinta Turma do STJ determinou que a Vara de Justiça de Santa Rita de Cássia emitisse novo mandado de prisão contra Igor. A ordem foi cumprida poucos dias depois.

Após essa nova decisão judicial, os advogados de Igor pediram habeas corpus tentando cancelar o mandado de prisão, mas o pedido ainda não mudou sua situação. O ex-professor continua foragido e pode ser preso a qualquer momento conforme a ordem judicial vigente.

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