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Mundo

Produtos que podem ficar mais baratos com o acordo Mercosul-UE

Wikimedia Commons

A ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia abriu caminho para uma redução gradual nas tarifas de diversos produtos importados no Brasil, o que deve resultar em preços mais baixos para os consumidores. Entre os produtos que tendem a ficar mais baratos estão queijos, vinhos, azeites e chocolates.

O acordo, aprovado em 9 de janeiro de 2026 pelo Conselho Europeu em Bruxelas, prevê a diminuição progressiva das tarifas de importação, chegando a zero em vários casos. Por exemplo, a tarifa sobre o azeite, que atualmente é de 10%, será eliminada, assim como a tarifa de 35% sobre vinhos e outras bebidas, e a de 20% sobre chocolates. Queijos terão tarifa zerada até uma cota de 30 mil toneladas, e leite em pó com redução até uma cota de 10 mil toneladas.

Este pacto comercial, negociado ao longo de 25 anos, cria uma zona de livre comércio que engloba mais de 720 milhões de consumidores, com um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de cerca de US$ 22,3 trilhões. Para os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – o acordo favorece o acesso ao mercado europeu, especialmente para produtos agrícolas. Já para a União Europeia, abre portas para a indústria manufatureira e diversifica as relações comerciais num contexto global desafiador.

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No entanto, o acordo enfrenta resistência em alguns países europeus como França, Irlanda e Polônia, principalmente por preocupações relacionadas à concorrência com produtos sul-americanos que seguem regulamentações ambientais e sanitárias diferentes. Para contornar essas preocupações, o texto inclui mecanismos de salvaguarda que permitem suspender preferências tarifárias caso haja impactos negativos ao setor agrícola europeu.

A expectativa é que a redução dos preços comece a ser percebida gradualmente nos próximos anos, conforme o acordo seja implementado integralmente, o que ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos congressos dos países membros do Mercosul.

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