A empresa Enel Distribuição São Paulo foi multada em 14 milhões de reais pelo Procon-SP por problemas no fornecimento de energia na região metropolitana de São Paulo. As quedas de luz aconteceram entre 21 e 23 de setembro e entre 8 e 14 de dezembro de 2025, afetando milhões de pessoas por mais de 48 horas seguidas.
Segundo o Procon-SP, essas falhas violam o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que exige que as concessionárias ofereçam serviços adequados, eficientes e contínuos. Desde 2019, a Enel já recebeu nove autuações por problemas parecidos.
Em dezembro de 2025, a empresa também foi multada em 14,3 milhões de reais pelo Procon Paulistano, após um forte ciclone deixar milhões de consumidores sem energia entre 8 e 10 de dezembro.
Diante dessas constantes interrupções, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniram em dezembro e anunciaram que vão pedir à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o cancelamento da concessão da Enel na capital e em 23 municípios da região metropolitana.
No início de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma investigação sobre as falhas da Enel e a adoção de medidas para garantir um serviço de energia público adequado.
A Enel ainda não se manifestou oficialmente sobre a multa do Procon-SP. Em comunicado anterior, a empresa informou que 4,4 milhões de clientes foram afetados pelo ciclone em dezembro. Esse número representa a soma total de unidades sem energia durante mais de 12 horas de ventos fortes. O pico simultâneo de interrupções atingiu 2,2 milhões de instalações, segundo dados da própria empresa após o evento.
