O governo federal anunciou novas medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil. As ações incluem subvenções para o diesel e o gás de cozinha, além de isenção de impostos para o biodiesel e o querosene de aviação, com o objetivo de reduzir os custos das passagens aéreas.
Uma das principais propostas é a subvenção de R$ 1,20 na importação do óleo diesel, com os custos divididos entre a União e os estados. Até o momento, 25 unidades federativas já demonstraram interesse em participar, enquanto Rio de Janeiro e Rondônia ainda analisam a adesão.
O sucesso dessas medidas também depende do apoio do setor privado. Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, afirmou que as distribuidoras são um obstáculo importante, pois algumas estão relutantes em aderir ao plano sem justificativas claras. Ele destacou a falta de transparência nas planilhas de custos, o que dificulta a compreensão sobre os reajustes nos preços dos combustíveis.
Além disso, a falta de consenso entre os estados pode comprometer os resultados, já que a parte federal cobre apenas o reajuste feito pela Petrobras. Tavares ressaltou que, mesmo com desafios externos como petróleo e câmbio, o pacote pode ter um impacto considerável, embora esses fatores possam diminuir seu alcance.
O conjunto de medidas tem duração prevista de dois meses, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses. O governo segue acompanhando a situação internacional e pode adotar novas ações caso os preços não sejam adequadamente controlados.

