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sábado, 30/08/2025

Primeira Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Sistema Prisional do DF

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Em Brasília

Entre os dias 14 e 18 de julho, presídios de várias regiões do Brasil receberam a primeira edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Sistema Prisional, um evento inédito que leva filmes e debates para detentos.

O objetivo da ação é facilitar o acesso à cultura e à educação, apoiando iniciativas governamentais e internacionais que valorizam a arte como importante para a formação cidadã.

O chefe de gabinete da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), Alex Fernandes, esteve presente no início da mostra na Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II) e destacou a relevância do projeto, que oferece a oportunidade de assistir a obras artísticas às pessoas privadas de liberdade.

Alex Fernandes afirmou: “O trabalho realizado pela Seape e pela Polícia Penal, em conjunto com outras entidades, ao proporcionar o acesso à arte — como o cinema — aos presos, fortalece a ressocialização por meio da educação, um dos principais focos da gestão. A iniciativa promove um espaço de reflexão e debate, inclusive entre os próprios detentos, sobre suas escolhas e atitudes antes da prisão, algo essencial para sua reintegração na sociedade.”

Esta ação é feita pela Secretaria em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério das Mulheres, a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A juíza titular da Vara de Execuções Penais, Leila Cury, ressaltou o papel do cinema como ferramenta para ajudar na reinserção social e no estímulo à reflexão. Ela comentou: “Os temas dos filmes foram escolhidos cuidadosamente para provocar reflexões que desafiem ideias sociais preconcebidas, transformando a visão de mundo dos reeducandos e facilitando seu retorno consciente e diferente para a sociedade.”

Além da exibição de curtas com temas relacionados aos direitos humanos, o evento inclui debates organizados por consultores e educadores, com participação ativa dos internos. Cada participante poderá receber um certificado e ainda pleitear remição de pena por meio das atividades culturais.

Espera-se que milhares de detentos participem da programação, que será adaptada conforme a realidade de cada estabelecimento prisional. A mostra faz parte do Plano Pena Justa, uma política nacional que visa melhorar os serviços do sistema prisional focando na dignidade, educação e reinserção dos presos.

O evento busca democratizar o acesso à arte e incentivar a reflexão sobre temas importantes como igualdade racial, direitos das mulheres, direitos da população LGBTQIAPN+, questões indígenas, direito à moradia e justiça social.

*Com informações da Agência Brasília

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