ANDRÉ FLEURY MORAES
FOLHAPRESS
A agência reguladora Arsesp, responsável pelos serviços públicos no estado de São Paulo, decidiu na última quarta-feira (25) manter a redução da pressão da água em São Paulo e região metropolitana por 10 horas ao dia. Essa medida está em vigor desde agosto do ano passado e completa sete meses nesta sexta-feira (27).
A decisão foi tomada após recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, que inclui a Arsesp e a SP Águas. Essa recomendação foi baseada na análise do Sistema Integrado Metropolitano, que abastece a capital e a Grande São Paulo.
De acordo com o governo do estado, a medida é necessária para preservar os níveis dos reservatórios durante o período seco, já que o desempenho dos sistemas de abastecimento ainda está abaixo do esperado.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que os níveis do Sistema Integrado Metropolitano completaram 14 dias de estabilidade, em uma faixa que permitiria o fim da redução da pressão da água, que acontece diariamente das 19h às 5h.
A maior preocupação é com o sistema Cantareira, responsável por cerca de 50% do abastecimento metropolitano, cujo volume atual está abaixo da média histórica.
Atualmente, o Cantareira tem 44% da sua capacidade armazenada. No mesmo período do ano passado, estava com 58,1%, e em 2024, o volume havia chegado a 77%. Segundo a Arsesp, esses números indicam a necessidade de manter as restrições.
A agência informou que está avaliando melhorias na metodologia para acompanhar a crise hídrica do Sistema Integrado Metropolitano, mas não forneceu detalhes adicionais. As limitações no abastecimento continuarão até essa avaliação ser concluída.
Faixas de atuação da Arsesp no Sistema Integrado Metropolitano
- Faixa de normalidade – 100% a 57,9%
- Faixa 1 – 57,08% a 51,09%
- Faixa 2 – 51,08% a 45,09%
- Faixa 3 – 45,08% a 39,09%
- Faixa 4 – 39,09% a 33,09%
- Faixa 5 – 33,08% a 23,09%
- Faixa 6 – 23,08% a 13,09%
- Faixa 7 – abaixo de 13,09%

