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terça-feira, 27/01/2026

Preso no corredor da morte recebe perdão minutos antes da execução

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O preso Tremane Wood, de 46 anos, sentenciado à morte por um assassinato cometido em 2002, teve sua execução suspensa poucos minutos antes da aplicação da injeção letal, na quinta-feira (13/11), no estado de Oklahoma, Estados Unidos.

A decisão foi tomada pelo governador republicano Kevin Stitt, que atendeu a uma recomendação da Junta de Indultos e Liberdade Condicional local.

Oklahoma é um dos 27 estados americanos que ainda aplicam a pena de morte. Outros 23 estados aboliram-na, segundo dados do Death Penalty Information Center. Desde 1976, os Estados Unidos executaram 1.649 pessoas.

O anúncio do perdão foi feito quando Wood já havia feito sua última refeição e aguardava o procedimento na cela. Conforme sua advogada, Amanda Bass Castro-Alves, o detento se emocionou profundamente ao receber a notícia da clemência.

Ela explicou que ele demonstrou gratidão por essa segunda oportunidade após 20 anos enfrentando batalhas judiciais.

Decisão do governador

Stitt seguiu a recomendação do conselho, que votou por 3 a 2 para trocar a pena de morte por prisão perpétua. Essa foi a segunda decisão desse tipo concedida pelo governador em quase sete anos de mandato.

O governador declarou que essa medida impõe uma punição semelhante à aplicada ao irmão de Wood, Jake, que cumpria prisão perpétua e faleceu por suicídio enquanto estava detido.

A ordem assinada impede que Wood solicite comutação, perdão ou liberdade condicional futuramente. “A decisão assegura que um criminoso perigoso fique longe das ruas para sempre”, afirmou Stitt.

O procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, expressou desapontamento, mas reconheceu que a decisão é competência do governador. A defesa de Tremane Wood comemorou a alteração, destacando que ela reflete os desejos da família da vítima e pode proporcionar alívio após duas décadas de processos judiciais.

Condenação

Wood foi sentenciado pela morte de Ronnie Wipf, de 19 anos, que foi esfaqueado durante uma tentativa de roubo em Oklahoma City. Desde o início, ele alegou que o responsável pelo homicídio foi seu irmão, Jake.

A defesa também destacou falhas no julgamento, como a atuação de um advogado considerado inadequado e supostos acordos não revelados entre promotores e testemunhas.

Em uma audiência por videoconferência, Wood admitiu ter participado do roubo e reconheceu comportamentos inadequados durante a prisão, mas negou veementemente ter cometido o assassinato. “Eu não sou um monstro. Não sou um assassino”, afirmou.

Os promotores, entretanto, enfatizam que as evidências apontam diretamente para ele. Um dos responsáveis pela acusação, George Burnett, criticou a decisão sendo tomada por um conselho pequeno, com apenas cinco membros, após mais de 20 anos de investigação.

Ele acrescentou também que relatórios indicam que Wood teve envolvimento com gangues, tráfico de drogas e teria ordenado agressões dentro da penitenciária.

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