Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, anunciou um aumento responsável dos salários, que foram prejudicados por anos de inflação alta e pela crise econômica que afetou o país na última década.
Em um discurso transmitido pela televisão estatal nesta quarta-feira, dia 8 de abril, ela informou: “No dia 1º de maio, implementaremos um aumento e será um aumento responsável”, sem revelar mais detalhes sobre o percentual ou forma do aumento.
Atualmente, o salário mínimo na Venezuela chega a apenas 0,27 centavos de dólar por hora (aproximadamente R$ 1,38), enquanto a inflação anual ultrapassa 600%.
Com bônus estatais, os salários podem chegar a 150 dólares por mês, mas isso ainda não cobre os custos básicos de alimentação de uma família, que somam cerca de 645 dólares.
Delcy Rodríguez também anunciou a criação de uma comissão para promover o diálogo entre trabalhadores e governo, atendendo a pedidos de aumento salarial feitos por sindicatos.
Esse pronunciamento foi realizado antes de uma marcha convocada por sindicatos, que planejam ir até a sede do Executivo, em Caracas, para exigir respostas às suas reivindicações.
Medidas para fortalecer a economia
No discurso, a presidente interina listou medidas para reanimar a economia do país, incluindo a revisão do modelo econômico atual, a promoção do diálogo social, reformas fiscais e alterações nas leis imobiliárias.
Embora não tenha detalhado ações específicas, ela ressaltou a intenção de corrigir erros do passado para um futuro melhor para a Venezuela.
Delcy Rodríguez também determinou a criação de uma comissão para avaliar estrategicamente os ativos do país, exceto a indústria petrolífera, com representantes do Estado, empresários e trabalhadores.
Ela declarou que, se os ativos atualmente bloqueados no exterior forem recuperados, os recursos serão imediatamente usados para aumentar os salários e melhorar serviços básicos como fornecimento de eletricidade, água, estradas, escolas e hospitais.
Delcy Rodríguez assumiu o comando interino da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro e governa sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou estar no comando do país e da venda de petróleo venezuelano.

