O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, fez um alerta neste sábado (3/10) sobre a circulação de notícias falsas na véspera do primeiro turno das eleições, que ocorrerá no domingo (4/10). Em pronunciamento em cadeia nacional, o ministro pediu que os eleitores verifiquem as informações nos canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de compartilhar qualquer conteúdo.
Nunes Marques ressaltou a importância do compromisso dos eleitores com a veracidade das informações e recomendou que, em caso de dúvidas, busquem os canais oficiais para consulta. Ele destacou que checar antes de compartilhar é uma ação simples e muito eficaz para combater a desinformação.
O TSE também implementou regras específicas para lidar com conteúdos manipulados por inteligência artificial, visando garantir a transparência e a segurança do processo eleitoral.
Segurança do sistema eleitoral
Nunes Marques defendeu o sistema eletrônico de votação, lembrando que as urnas eletrônicas são parte da experiência democrática brasileira há 30 anos. Ele explicou que o sistema de votação é constantemente atualizado e conta com mecanismos únicos no mundo para garantir segurança, transparência e auditoria.
Neste sábado, o TSE realizou uma verificação da integridade dos sistemas usados na transmissão e totalização dos resultados, confirmando que os programas instalados são os mesmos inspecionados e certificados pelas entidades responsáveis.
Além disso, os dois últimos eleitores aptos a votar em cada seção serão convidados a acompanhar o fechamento da votação e receberão um boletim com os votos registrados, junto a um QR Code para confirmar o resultado pelo aplicativo BU na Mão.
Liberdade e respeito ao voto
Kassio Nunes Marques também fez um apelo aos candidatos, destacando que ameaças, assédio ou qualquer tentativa de influenciar o voto serão reprimidos com rigor. Ele reforçou que o dia da eleição é o momento da liberdade do voto e do respeito à escolha do eleitor.
Nunes Marques ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2020 para substituir o ministro Celso de Mello.
