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Presidente do FED, Powell diz que economia dos EUA está “favorável”

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Presidente do Federal Reserve, espécie de Banco Central americano, também disse que irá “agir conforme apropriado”

Jerome Powell: segundo Powel, riscos econômicos e geopolíticos que o Fed está monitorando estão relacionados à guerra comercial do governo dos EUA com a China e outros países (Mark Wilson/Getty

São Paulo — A economia dos Estados Unidos está em uma “posição favorável” e o Federal Reserve irá “agir conforme apropriado” para manter o ritmo de expansão da economia, disse o chairman do Fed, Jerome Powell, nesta sexta-feira em um discurso que deu poucas pistas sobre se o banco central vai cortar os juros ou não em sua próxima reunião.

Powell, que está sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para cortar a taxa de juros em breve e com força, listou uma série de riscos econômicos e geopolíticos que o Fed está monitorando — vários deles, segundo Powell, estão relacionados à guerra comercial do governo dos EUA com a China e outros países.

Mas “a economia norte-americana continua com um desempenho no geral muito bom”, disse Powell em um discurso preparado para o simpósio econômico anual do Fed em Jackson Hole. “Os investimentos empresariais e a indústria têm enfraquecido, mas o sólido crescimento de empregos e salários têm levado a um consumo forte e dado suporte ao crescimento em geral moderado.”

Se as guerras comerciais afetaram o investimento empresarial e a confiança e contribuíram para a “deterioração” do crescimento global, Powell disse que o Fed não poderá consertar tudo isso através da política monetária.

Não há “precedentes recentes para orientar qualquer resposta de política monetária à situação atual”, disse Powell, acrescentando que a política monetária “não pode fornecer um livro de regras estabelecido para o comércio internacional.”

Além disso, a possibilidade de um “Brexit” sem acordo, as tensões em Hong Kong, uma desaceleração econômica em lugares como Alemanha e outros problemas no exterior, Powell disse que o Fed precisa “olhar através” da turbulência de curto prazo e se concentrar em como os EUA estão.

Powell acrescentou que os cortes nos juros na década de 1990 ajudaram a manter a expansão econômica intacta.

Mas o tom geral de sua declaração pode decepcionar os investidores que esperam que o Fed reduza os juros em sua reunião de setembro e, possivelmente, várias outras vezes este ano. O banco central reduziu a taxa de juros em julho, no que Powell se referiu como um ajuste de meio de ciclo.

É também provável que desaponte Trump, tanto ao focar no impacto que a incerteza do comércio está tendo na economia global, quanto em não dar um sinal claro de que mais cortes estão por vir.

O Fed tem que “olhar para o que podem ser eventos passageiros, focar em como a evolução do comércio está afetando as perspectivas, e ajustar a política monetária para promover nossos objetivos” de inflação de 2% e um mercado de trabalho forte.

 

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Em meio à crise do coronavírus, a China tenta voltar ao trabalho

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Enquanto os trabalhadores voltam de um feriado forçado, especialistas da OMS estão viajando a Pequim nesta semana para discutir ações sobre a epidemia

Metrô de Pequim: chineses começaram a retornar ao trabalho, mas ruas e metrôs ainda estão vazios (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Milhões de trabalhadores chineses retornaram ao trabalho nesta segunda-feira (10), depois de mais de duas semanas do feriado do ano-novo chinês, que havia sido estendido por causa da crise do coronavírus. O retorno ao trabalho é um teste para as autoridades chinesas.

Há uma grande dúvida se as medidas de contenção do vírus serão suficientes para evitar a propagação da doença conforme as pessoas voltem a circular pelas cidades e entrem em contato com seus colegas de trabalho.

Também nesta semana, cerca de 400 especialistas da Organização Mundial da Saúde embarcaram para a China para discutir ações de combate à epidemia.

O objetivo é estabelecer protocolos de compartilhamento de informações e amostras, uma vez que o coronavírus vêm exigindo das autoridades mundiais um alto grau de cooperação entre países — similar ao que aconteceu na epidemia de Ebola, em 2014. Diversas vacinas contra o coronavírus estão em desenvolvimento, mas a perspectiva é que sejam finalizadas somente dentro de alguns meses.

No boletim divulgado na madrugada desta segunda-feira pelo governo chinês, o número de mortes causadas pelo vírus chegou a 908 pessoas, superando a quantidade de vítimas da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que matou 774 pessoas entre 2002 e 2003. O domingo 9 marcou o maior número de mortes em um mesmo dia, com 97 vítimas. Até agora, são 40.171 casos confirmados. O vírus está em pelo menos 27 países, segundo cálculos da agência Reuters.

Embora a maioria das fábricas chinesas tenham começado a retomar as atividades nesta segunda, o retorno ao trabalho continua limitado. O governo chinês ordenou que as empresas evitassem que todos os funcionários voltassem ao trabalho de uma vez. Funcionários que podem trabalhar de casa ainda estão sendo incentivados a não se deslocar aos seus escritórios. As companhias também adotaram medidas de segurança sanitária, como medir a temperatura dos trabalhadores e oferecer máscaras a eles. As empresas em algumas cidades também são obrigadas a saber o histórico de deslocamento dos empregados.

O comércio também não começou a retomar as atividades. A maioria das grandes redes varejistas ainda mantém as suas lojas fechadas nas grandes cidades do país. As escolas e universidades continuam fechadas. Os estudantes devem voltar às aulas somente em março.

Em Shenzhen, um importante polo industrial de tecnologia, a fábrica da Foxconn, que produz os aparelhos da Apple, também continuava fechada nesta segunda-feira, já que uma parte significativa dos trabalhadores viajou às suas províncias de origem durante o feriado e ainda não conseguiu voltar ao trabalho, por causa das restrições ao transporte no país. O retorno à normalidade, como se vê, ainda levará tempo.

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Crise política na Alemanha provoca queda da sucessora de Merkel

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Aliança entre a direita moderada e a extrema-direita fez Annegret Kramp-Karrenbauer desistir da corrida eleitoral e da presidência do partido

Alemanha: aliança inédita com extrema-direita provoca crise política (Hannibal Hanschke/Reuters)

A Alemanha afundou um pouco mais nesta segunda-feira na crise política provocada pela extrema-direita, com a decisão da sucessora designada de Angela Merkel, Annegret Kramp-Karrenbauer, de renunciar à candidatura ao cargo de chanceler.

O ministro da Economia, Peter Altmaier, muito próximo a Merkel, descreveu uma “situação extremamente grave” para o partido conservador da chanceler, a União Democrata Cristã (CDU).

“Nosso futuro está em jogo”, declarou, enquanto o Partido Verde falou de uma “situação dramática” para o país.

Na semana passada, a aliança inédita entre a direita moderada e o partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha (AfD) para governar a região de Turíngia provocou um terremoto político.

O escândalo de Turíngia quebrou um tabu na história política alemã do pós-guerra: a rejeição a qualquer tipo de colaboração com a extrema-direita pelos partidos tradicionais.

Annegret Kramp-Karrenbauer, conhecida como AKK, era criticada há vários dias por não controlar o partido e, finalmente, decidiu assumir sua responsabilidade.

AKK justificou sua decisão ao citar a tentação de um setor do partido de colaborar com a AfD, conhecido por suas posições contra os migrantes e contra o que chama de elites.

Ela deseja conservar o cargo de ministra da Defesa.

“Uma parte da CDU tem uma relação pouco clara com a AfD”, disse em uma reunião interna.

A CDU está dividida entre adversários e partidários de uma cooperação mais estreita com a AfD, sobretudo nos estados do leste, que pertenciam à Alemanha Oriental, e onde a extrema-direita é muito forte e complica a formação de maiorias regionais.

“Temo que o aconteceu na Turíngia ocorra em alguns anos a nível nacional”, declarou um integrante da CDU, Wolfgang Bosbach, sobre a aliança entre direita moderada e radical.

– Revés para Merkel –

A saída de AKK representa um duro revés para Angela Merkel, que a havia designado como sucessora por sua linha moderada e apesar de algumas divergências políticas.

“É possível que o fim da chanceler esteja próximo”, afirmou o jornal Süddeutsche Zeitung.

O último mandato de Merkel, que começou em 2018, já foi afetado por várias crises pela fragilidade de sua coalizão com os social-democratas ou as divisões dentro de seu próprio partido.

“A questão de saber quanto tempo ainda permanecerá no posto dependerá de quem será nomeado presidente do partido (CDU) e candidato à chancelaria”, destaca o Süddeutsche Zeitung.

Se nos próximos meses a CDU passar à liderança de um rival político forte seria difícil para Merkel permanecer no cargo.

A saída anunciada de AKK deixa o campo aberto para o seu principal rival, Friedrich Merz, defensor de uma guinada à direita para recuperar parte dos eleitores que migraram para a AfD

Merz perdeu por pequena margem a eleição para a presidência do partido em dezembro de 2018.

Recentemente Merz renunciou ao controverso emprego em um fundo de investimentos e anunciou que estava disponível.

Ele tem o apoio de grande parte da ala direita da CDU, em pé de guerra com o centrismo de Merkel que dominou o partido nos últimos anos.

“Tenho a sensação de que não vai durar muito, em breve teremos eleições”, disse o ex-ministro social-democrata Sigmar Gabriel.

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Ghosn contrata ex-Disney para negociar cachês e roteiros em Hollywood

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Michael Ovitz será responsável por avaliar propostas de filme que ex-executivo da Nissan tem recebido

Ghosn: Antes mesmo de fugir para a Líbano, executivo se encontrou com produtor de Hollywood (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Nova York – Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan que protagonizou uma fuga cinematográfica do Japão, pode virar personagem de filme. E para negociar cachês e detalhes do roteiro, o executivo já contratou um agente: Michael Ovitz,  ex-presidente da Walt Disney e fundador da Creative Artists Agency.

Ovitz será o responsável por avaliar propostas que Ghosn tem recebido. As conversas com interessados em levar para o cinema a história do ex-todo poderoso da montadora japonesa ainda são preliminares. Mas Ghosn já vem se mexendo para viabilizá-las.

Antes mesmo de fugir para a Líbano, onde está foragido desde dezembro, chegou a se encontrar em Tóquio, onde estava em prisão domiciliar, com John Lesher, produtor de Hollywood que conquistou um Oscar, em 2014, pelo filme ‘Birdman’.

No encontro, discutiram o roteiro de sua própria história, descrevendo o que considera ser uma prisão injusta pelas autoridades japonesas e sua luta para provar sua inocência, disseram pessoas que estavam a par das discussões.

Ghosn foi preso em novembro de 2018, acusado de fraude financeira, com supostos desvios de milhões de dólares da Nissan. No ano passado, foi libertado, mas estava sob monitoramento em sua residência.

Sua fuga tem todos os elementos de um thriller ao estilo de Hollywood: um avião particular transportando um fugitivo, uso de vários passaportes e pessoas poderosas negando qualquer conhecimento sobre o caso.

Poucas pessoas estão mais familiarizados com as negociações com estúdios como Ovitz. Ele tem sido o mais importante negociador da indústria do entretenimento desde os anos 1980.

Foi ele, por exemplo, que implementou a prática dos projetos de filmes em pacote, nos quais atores, roteiristas e diretores são colocados em um mesmo grupo e “vendidos” aos estúdios como uma equipe.

Caberá a ele, agora, definir a possível estreia de Ghosn na telona.

 

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