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terça-feira, 17/03/2026




Presidente da CPMI do INSS solicita mais tempo para investigação e defende proteção de dados

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Carlos Viana, presidente da CPMI que investiga desvios no INSS, pediu a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias para analisar documentos importantes. Ele entrou com uma ação no STF para garantir a continuidade da investigação.

O senador afirmou que a não prorrogação prejudicaria o Brasil, ressaltando que ele e o relator, deputado Alfredo Gaspar, estão cumprindo seu dever sem omissão ou medo. Segundo ele, a CPMI tem um papel crucial na história da República ao lidar com um grave escândalo.

Carlos Viana também apoiou a decisão do ministro do STF, André Mendonça, de restringir o acesso a documentos sigilosos e proteger a investigação contra vazamentos e erros, como os que ocorreram no caso do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

O senador planeja discutir com a advocacia do Senado a devolução do material após filtragem de dados pessoais pelo STF, ressaltando que informações íntimas não interessam à investigação, apenas os dados relacionados ao relacionamento com órgãos públicos, o sistema financeiro e o destino do dinheiro desviado.

Ele defendeu que a proteção dos dados preserva a integridade do trabalho e os resultados esperados. Carlos Viana também pretende convidar representantes dos bancos Crefisa, BMG e C6 para colaborar no entendimento da relação com o INSS e propor mudanças para evitar taxas abusivas e proteger idosos.

O senador mencionou o interesse do colegiado em realizar uma audiência conjunta com o atual e o ex-presidente do Banco Central para esclarecer as relações da instituição com diferentes governos.

Sobre a possível proteção ao pastor André Valadão, da Igreja Lagoinha, Carlos Viana negou e afirmou que todos os sigilos bancários dos investigados foram quebrados, sem evidências até o momento de que a igreja tenha recebido dinheiro do INSS.

Seis igrejas foram citadas nas investigações, sendo três com indícios de lavagem de dinheiro, todas com sigilos quebrados e entregues aos responsáveis pelos requerimentos. Outras três, incluindo a Lagoinha, têm pessoas investigadas que fizeram doações. Não há provas ligando a Igreja a recursos desviados do INSS.




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