Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS e senador pelo Podemos-MG, anunciou a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a determinação do ministro André Mendonça que isentou o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, de comparecer à comissão nesta segunda-feira (23).
Viana informou que também solicitará uma reunião com o ministro para discutir o tema e afirmou que, se Vorcaro não se apresentar voluntariamente, poderá pedir a condução coercitiva do empresário.
Em entrevista, o senador frisou que esta decisão prejudica e atrasa o andamento das investigações. Caso o STF mude seu posicionamento, Vorcaro será obrigado a participar presencialmente, pois, segundo Viana, não haverá tratamento especial por ele ser banqueiro.
O senador ressaltou que estava combinado que Vorcaro viria a Brasília, inclusive com um voo fretado pelos seus advogados e escolta policial federal e legislativa. Rejeitou ainda a proposta da defesa para uma reunião reservada em São Paulo com alguns membros da comissão e também não concordou com o uso de avião da Polícia Federal, justificando os custos elevados para os cofres públicos.
Viana assegurou que o empresário não terá privilégios e defenderá sua presença para prestar esclarecimentos pessoalmente.
Próximo encontro
A reunião da próxima quinta-feira (26) será dedicada à análise de pedidos de convocação e quebras de sigilo, possivelmente sendo a última chance para decisões sobre esses temas, salvo se a CPMI for estendida.
Viana destacou o progresso alcançado, mas enfatizou a necessidade da presença de todos os convocados para avançar nas investigações.
Prorrogação dos trabalhos
O senador voltou a apoiar a prorrogação da CPMI por mais 60 dias e afirmou que poderá recorrer ao STF para garantir a continuidade da apuração, mencionando que há assinaturas suficientes e precedentes legais para isso.
Investigação sobre o Banco Master
Viana também declarou seu apoio à criação de uma CPMI específica para investigar o Banco Master, informando que já assinou o requerimento para essa comissão.
Recentemente, a Advocacia do Senado entregou à Polícia Federal dados obtidos na quebra de sigilo de Daniel Vorcaro. A comissão aguarda o retorno desses documentos, que permanecerão sob a responsabilidade da presidência da CPMI.

