Guilherme Tagiaroli
FolhaPress
A Prefeitura de São Paulo permitiu que um grande bloco desfilasse no pré-Carnaval, contrariando as regras que proibiam novos blocos neste período. O bloco Skol, que tem patrocínio da empresa Ambev e contou com a participação do DJ Calvin Harris, causou tumulto na rua da Consolação no domingo.
Segundo o guia oficial de regras do Carnaval de Rua de 2026, divulgado em setembro de 2025, não haveria aceitação de novos blocos para o pré e pós-Carnaval, apenas aqueles que já tinham sido aprovados anteriormente poderiam desfilar. Mesmo assim, o bloco Skol, que não havia desfilado no ano anterior, foi autorizado para o evento antes do tradicional bloco Acadêmicos do Baixo Augusta.
O bloco com o DJ sofreu com desmaios, confusões e atrasos no desfile seguinte, o que fez a Prefeitura ativar um plano de emergência. A superlotação fez com que foliões destruíssem grades próximas à Escola Paulista da Magistratura. Em resposta, a Promotoria de Justiça abriu uma investigação para entender o que aconteceu.
Antes do evento, a vereadora Marina Bragante (Rede) demonstrou preocupação com a organização devido ao grande número de participantes esperados. Ela questionou a Prefeitura, que garantiu medidas de segurança e logística para o evento.
A Prefeitura não explicou por que permitiu o desfile do bloco Skol, mas ressaltou que o plano de contingência foi acionado e que as pessoas que passaram mal foram atendidas e liberadas dos hospitais. A empresa Ambev preferiu não comentar sobre o ocorrido.
Após os problemas, a Prefeitura anunciou que irá reforçar a segurança e melhorar a estrutura no pré-Carnaval, incluindo novos postos de saúde e áreas para facilitar a saída dos foliões, principalmente na região do Ibirapuera.
