Os preços do petróleo tiveram uma pequena alta nesta sexta-feira (16), após uma queda no dia anterior, enquanto os investidores observam atentamente os acontecimentos no Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
O Irã enfrenta uma onda de protestos desde o final de dezembro, que tem sido duramente reprimida, resultando em milhares de mortes, segundo especialistas e organizações não governamentais. Contudo, esses protestos têm diminuído nos últimos dias.
O que ocorre no país asiático é considerado um fator chave para os preços do petróleo, conforme destaca Barbara Lambrecht, do Commerzbank.
O preço do petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em março, subiu 0,58% nesta sexta-feira, alcançando 64,13 dólares por barril.
Já o petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos, com entrega em fevereiro, teve alta de 0,42%, chegando a 59,44 dólares por barril.
Barbara Lambrecht comentou que, após as últimas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o risco de uma intervenção imediata dos EUA foi considerado menor.
Trump agradeceu ao governo de Teerã por cancelar todos os enforcamentos programados de manifestantes.
Apesar disso, Barbara Lambrecht ressalta que o risco de agravamento da crise ainda existe, o que mantém os preços do petróleo estáveis e evita quedas bruscas.
Devido às sanções contra o petróleo iraniano, interrupções no fornecimento desse país não afetam diretamente os índices globais, segundo analistas da Oxford Economics.
No entanto, uma redução significativa no petróleo iraniano não pode ser compensada indefinidamente no mercado paralelo e causaria aumento na demanda do mercado tradicional, elevando os preços.
Em relação à produção, os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados diminuíram a extração em dezembro para 42,83 milhões de barris por dia, o que ajudou a equilibrar as expectativas em relação a um excesso de oferta.
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