Os preços do petróleo terminaram a semana praticamente estáveis, após uma alta influenciada pelas tensões recentes no Irã, que causam preocupação sobre possíveis impactos no fornecimento global.
O barril de Brent, referência no mar do Norte, para entrega em março, fechou em leve queda de 0,03%, cotado a 70,69 dólares.
Já o West Texas Intermediate (WTI), para o mesmo mês, recuou 0,32%, alcançando 65,21 dólares.
Durante a semana, o WTI registrou alta superior a 6%, enquanto o Brent subiu mais de 7%, ultrapassando os 70 dólares pela primeira vez desde setembro.
O presidente americano, Donald Trump, declarou que o Irã deseja fechar um acordo com os Estados Unidos, após Teerã demonstrar interesse em retomar negociações, com exceção dos temas relacionados à defesa e armas balísticas.
Na quinta-feira, Trump afirmou que espera não ter que ordenar um ataque, mas incentivou o Irã a chegar a um acordo nuclear.
A analista Barbara Lambrecht, do Commerzbank, afirmou que as ameaças vindas de Washington causaram preocupação no mercado petrolífero.
O Irã é um dos dez maiores produtores de petróleo e tem posição estratégica próxima ao estreito de Ormuz, região por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Barbara Lambrecht ainda comentou que, quando os riscos políticos pararem de dominar as notícias, os preços tendem a cair.
Além disso, os agentes do mercado estão de olho na produção dos Estados Unidos e do Cazaquistão.
Nos EUA, o impacto da tempestade de inverno Fern está diminuindo, com interrupções abaixo de 500 mil barris diários, segundo analistas da DNB Carnegie.
No Cazaquistão, a principal área produtora de petróleo reiniciou as operações após uma pausa de uma semana, mas o retorno à produção normal pode levar alguns dias.
