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sábado, 30/08/2025

Preço do café cai pela primeira vez após 18 meses de alta no Brasil

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Em Brasília

LEONARDO VIECELI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Em julho, o preço do café moído para os consumidores no Brasil teve uma pequena queda de 0,36%, segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15).

Essa é a primeira queda depois de 18 meses consecutivos de aumento nos preços do café. A última vez que houve redução foi em dezembro de 2023, quando o preço caiu 0,45%.

As informações do IPCA-15 foram divulgadas na sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda recente, o preço do café moído acumulou um aumento de 76,5% nos últimos 12 meses, sendo a maior alta entre os 367 produtos e serviços que fazem parte do IPCA-15.

A segunda maior alta no período foi registrada pelas joias, com 32,59%. No geral, o IPCA-15 subiu 5,3% entre agosto de 2023 e julho de 2024.

Outras pesquisas também indicaram uma tendência de queda nos preços do café. Por exemplo, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostrou que os preços começaram a cair na cidade de São Paulo após um longo período de alta.

O custo do quilo do café ainda é alto, podendo chegar a cerca de R$ 80, dependendo da marca, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo no dia 24.

O preço do café havia subido muito devido a problemas climáticos que afetaram a produção. Essa situação causou a redução dos estoques nas indústrias e levou os preços internacionais a níveis recordes.

Agora, especialistas esperam que os preços fiquem mais baixos, principalmente porque as condições para a nova safra estão melhores.

Mas existem dúvidas sobre os efeitos que a provável cobrança extra de impostos, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode causar. Ele disse que vai aumentar em 50% a tarifa sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA, incluindo o café.

“O mercado do café está lento e incerto, tentando entender como adaptar-se à possível taxa extra de 50% sobre produtos brasileiros”, explicou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) na quarta-feira (23).

Os preços do café também chamaram atenção em um levantamento feito pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), que analisou uma cesta de produtos geralmente comprada no inverno.

Segundo o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) divulgado pela FGV, o café aumentou 89,61% nos 12 meses até junho, acima da média de 2,82% da cesta de inverno.

Matheus Dias, economista do FGV Ibre, disse que “os dados indicam que os preços dos produtos mais comprados no inverno estão subindo mais devagar em geral, mas o café em pó se destacou com uma alta muito grande.”

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